Piloto suspeito de tráfico de droga em clínica privada

O piloto do avião da Air Luxor detido na Venezuela por suspeitas de tráfico de droga, António Smith, foi transferido quarta-feira para uma clínica privada do Estado de Vargas, na sequência de problemas pulmonares e cardíacos.

Smith, que se encontrava hospitalizado desde a última terça-feira no Hospital Periférico de Pariata, Estado de Vargas, foi transferido para uma clínica privada local.

A mudança verificou-se pela falta de capacidade do hospital para lhe proporcionar um tratamento médico adequado, uma vez aquela instituição pública não possui dinheiro para adquirir medicamentos.

Entretanto, continuam as diligências junto das autoridades venezuelanas para hospitalizar os outros dois elementos da tripulação, a hospedeira e o co-piloto, que têm um “problema nos pés e na pele”, respectivamente, “devido à falta de higiene na prisão”.

Segundo a Air Luxor, “a degradação do estado de saúde da tripulação deve-se à falta de condições nas prisões”, tendo António Smith sido mordido na cara por um rato, para além de estar a sofrer um problema cardíaco.

António Pinto Pereira, um dos advogados da tripulação da aeronave, entregou quarta-feira às autoridades venezuelanas uma série de documentos para serem incluídos no processo da investigação sobre tráfico de drogas.

Entre estes documentos estão transcrições de diversas chamadas telefónicas entre uma passageira e um outro cidadão em Lisboa, as quais, diz o advogado, confirmam a inocência da tripulação, particularmente do comandante do avião, a quem os interlocutores acusam de “bloquear a operação”.

António Pinto Pereira disse estar certo de que as autoridades venezuelanas vão confirmar rapidamente a veracidade das transcrições, junto da Procuradoria-geral da República de Portugal, e arquivar o processo ou ilibar a tripulação de quaisquer acusações.
Fonte: Sapo.pt