Polícia estoura suposto disque-drogas

Um suposto “disque-drogas”, que funcionava em uma empresa de mototáxi no Jardim Gabriela, zona norte de Rio Preto, foi descoberto pela Polícia Militar de Rio Preto, anteontem à noite, após denúncia anônima. No local, além de cerca de 50 pedras de crack, também foram apreendidos celulares, dinheiro, uma motocicleta roubada e revólveres. Três pessoas foram presas em flagrante suspeitas de tráfico de drogas. De acordo com a polícia, as viaturas da PM chegaram ao es-tabelecimento, na rua Jorge Arakawa, por volta das 23 horas de sexta-feira. No mototáxi, após revista, os policiais encontraram 50 pedras de crack escondidas em uma mesa de bilhar, embaladas em plástico transparente e já preparadas para venda, além de dois celulares.

Segundo o mototaxista L.R., 46 anos, proprietário do estabelecimento, em depoimento à polícia, confessou que a droga pertencia a ele e que os outros dois funcionários da empresa, A.S., 27 e G.E.A., 25, que também estavam no local no momento da batida, também participavam do esquema de venda e entrega de drogas. Em investigação posterior na casa de L.R., no Jardim Vetorazzo, os policiais acharam um revólver calibre 38, três pedras grandes de crack, R$ 931 em dinheiro mais R$ 12,70 em moedas, além de uma moto Titan vermelha, recentemente furtada. Também foram encontrados uma bolsa de couro com pólvora e outras munições. Já na residência de A.S., a polícia encontrou ainda outras 11 pedras de crack, outro revólver, porém calibre 32, 29 cartuchos intactos para arma de fogo, um celular, R$ 32 em dinheiro e na de G.E.A., responsável por gerenciar o esquema, apenas R$ 139.

Pena

O material apreendido foi levado para o Plantão Policial de Rio Preto, onde o delegado plantonista Fernando Campanelli Frey autuou os suspeitos em flagrante por tráfico de drogas, associação para o tráfico e receptação dolosa. L.R., A.S. e G.E.A. foram encaminhados para a Delegacia de Investigações Gerais (DIG), onde permanecem detidos. O caso será investigado pelo 4º Distrito Policial em parceria com a Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (DISE) de Rio Preto. Caso sejam condenados por tráfico, o grupo poderá receber uma pena entre três e quinze anos de reclusão em regime fechado, que pode ser aumentada devido aos outros crimes associados.
Fonte: Diário Web