Consumo de álcool em aviões deve ser “moderado”, diz cardiologista

Beber a bordo é um recurso usado por muitas pessoas a pretexto de enfrentar o medo de avião. O problema é que cada dose de álcool equivale a duas dentro de uma cabine. A fim de evitar transtornos, os comissários de bordo são treinados para recusar novos drinques a passageiros já visivelmente “altos”. No embarque, bebida alcoólica é terminantemente proibida.

Segundo o cardiologista e presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Aeroespacial, Paulo Magalhães, as pessoas que bebem em aeronaves ficam agressivas mais depressa do que no nível do mar, caso tenham tendência para tanto. Além disso, o álcool aumenta a incidência de desidratação em ambientes secos.

Em 1987, o então deputado Jayme Paliarin, do PTB-SP, encaminhou à Câmara um projeto de lei que proibia o fornecimento de bebidas em aviões. A matéria foi arquivada. Já o cigarro foi banido por decreto federal em 1996, após a constatação de que ele ajudava a provocar incêndios.

Atualmente, a posição da Sociedade Brasileira de Medicina Aeroespacial é de promover o uso moderado do álcool em elevadas altitudes. “Entendemos que não existe razão, como havia no caso do cigarro, para que o álcool seja absolutamente abolido”, analisa Magalhães.

Fonte: UOL News