Exposição ao fumo em discotecas equivale a conviver com fumante por um mês

da Agência Lusa

A exposição ao fumo do tabaco de uma pessoa que passe quatro horas numa discoteca é semelhante à de quem convive com um fumante durante um mês, indica um estudo europeu hoje publicado em Londres.

O trabalho, publicado na revista “Tobacco Control”, baseia-se em medições dos níveis de nicotina em locais públicos de várias cidades européias.

Depois de fazerem as medições, os autores do trabalho concluíram que as normas que estabelecem as áreas de fumantes e não fumantes não são eficazes.

“As áreas de não fumantes têm uma concentração menor de nicotina do que as de fumantes, mas o nível de nicotina não é zero”, o que indica que os efeitos do tabaco se sentem também nas zonas onde é proibido fumar”, lê-se no estudo, publicado pela revista “Tobacco Control”.

O artigo refere que “a nicotina está presente até nos colégios e universidades”, embora os níveis mais altos desta substância do tabaco se encontrem em bares, discotecas e restaurantes.

Os peritos também analisaram o comportamento dos fumantes e chegaram à conclusão de que estes tendem a minimizar os efeitos do tabaco na saúde.

Segundo o estudo, muitos deles não estabelecem nenhuma ligação entre o número de cigarros fumados e o risco de contraírem câncer de pulmão.