Situação dos índios Bororo também preocupa

O superintendente de Políticas Indígenas de Mato Grosso, Idevar Sardinha, defende a tomada de ações concretas e a formação de parcerias para garantir a auto-sustentabilidade dos índios. “Não adiantam seminários, worshops. Eu já cansei disso”, desabafou. Ele cita como exemplo no Estado as nações Bakairi e Pareci, que possuem lavouras mecanizadas, produzem alimentos e chegam até a vender os excedentes.

“Se você mecanizar uma área pequena, vai ter uma roça fixa que pode ser usada por 15, 20 anos. Ninguém está estimulando a plantar soja. É uma questão de subsistência”, explicou. Segundo informou, as parcerias podem ser feitas com a Empaer e a Secretaria de Desenvolvimento Rural (Seder) que dariam a assistência técnica.

Sardinha se disse disposto a elaborar um termo de cooperação técnica com órgãos federais e entidades não governamentais e a percorrer as aldeias com autoridades para documentar a situação das nações indígenas de Mato Grosso.

Além dos Xavantes, uma das preocupações da superintendência é com os Bororos, que vivem na região sul do Estado, próximo a Rondonópolis. Segundo o superintendente, é alto o índice de alcoolismo entre os membros da etnia. O coordenador da Funasa em Mato Grosso, Jossy Soares, esteve em reunião técnica ontem. A reportagem retornou a ligação por volta das 20h30 mas ele não pôde atender.

Fonte: Diário de Cuiabá