Tabagismo no trabalho ameaça também os não fumantes

O relatório, que parte de distintos estudos da Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer, destaca que, nas mulheres que têm parceiros que fumam, o risco de padecer dessa doença aumenta 20%, percentagem que sobe para 30% no caso dos homens casados com fumantes.

Os dados são fruto da análise de mais de 50 estudos realizados nos últimos 25 anos para analisar o risco de câncer em pessoas que nunca fumaram mas que estiveram expostas ao tabaco.

“Existem evidências suficientes para concluir que o tabagismo involuntário é uma causa de câncer de pulmão nas pessoas que nunca fumaram. A magnitude dos riscos observados coincide com os prognósticos baseados em estudos sobre o tabaco realizados com distintos grupos de população”, acrescenta o documento.

No entanto, o relatório assinala que não se pode concluir que exista um vínculo claro entre o tabagismo passivo e o risco de padecer de outros tipos de câncer, como o de mama, devido à existência de dados contraditórios a respeito.

O mesmo ocorre com o câncer em crianças que convivem com pais fumantes, embora os estudos realizados sugiram um possível vínculo quando a doença se produz em filhos de mulheres que fumaram durante a gravidez.

Segundo o relatório, os cachorros que vivem em famílias de fumantes também experimentam um aumento do risco de sofrer de câncer de pulmão.

O relatório destaca que na atualidade há cerca de um bilhão de fumantes no mundo todo.

Embora durante as últimas décadas tenha havido uma diminuição da percentagem nas áreas mais desenvolvidas do globo, o total de fumantes está aumentando nos países em desenvolvimento, alerta o documento, que, além disso, indica que continua havendo mais homens do que mulheres fumantes.

A Greenfacts Foundation é uma organização sem fins lucrativos com sede em Bruxelas e busca fornecer informação sobre meio ambiente e saúde.

Autor: Sítio No Olhar