Rio de Janeiro segue exemplo do DF para o cumprimento da Lei que proíbe fumo em ambientes fechados

A Vigilância Sanitária do Município do Rio de Janeiro vem trabalhando desde 2004 com a fiscalização do cumprimento da Lei 9.294/96 nos shoppings centers da cidade. E os freqüentadores aprovaram a medida.

O tabagismo passivo é a terceira causa de morte evitável no mundo, subseqüente ao tabagismo ativo e ao consumo excessivo de álcool, e também é considerado uma doença ocupacional. Segundo alguns estudos, os trabalhadores de fábricas têm três vezes mais chances de morrer de tabagismo passivo que de todas as outras mortes relacionadas ao trabalho.

Agora, a Vigilância Sanitária Municipal do Rio de Janeiro, com o apoio do Instituto Nacional do Câncer – Inca e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa, começaram a traçar estratégias para sensibilizar os fiscais para iniciarem medidas semelhantes nos restaurantes da cidade.

A divisão entre fumantes e não fumantes, em um mesmo espaço fechado com ventilação central, não surte efeito para proteger os não fumantes. A fumaça dos derivados do tabaco se difunde homogeneamente no ambiente, e é facilmente transmitida através de mecanismos de ventilação. Além disso, mesmo níveis baixos de exposição à substâncias carcinogênicas resultam em um maior risco de câncer. Portanto, para que se proteja os não fumantes, faz-se necessário que haja uma divisão de espaço físico total entre fumantes e não fumantes, com separação de áreas com ventilação própria para os fumantes.

Ressalte-se também que uma pesquisa realizada pelo Instituto Nacional de Câncer, nos anos de 2002 e 2003, em 16 capitais brasileiras, apontou que a maioria dos fumantes entrevistada acha que não deve ser permitido fumar em restaurantes.

É o Rio de Janeiro se preparando para receber os Jogos Pan Americanos livres do tabaco, oferecendo a seus atletas e visitantes uma cidade mais saudável…

Autor: Divisão de Controle do tabagismo – Instituto Nacional do Câncer – Inca
Fonte: OBID