NOVA Droga NO ACRE Pesquisa sobre Droga pesada será divulgada hoje na Assembléia

Pesquisa sobre nova droga no Acre será divulgada hoje

STALIN MELO

A Rede Acreana de Redução de Danos (Reard), juntamente com representantes do Ministério da Saúde e da Unesco, divulgarão hoje, a partir das 9h, no auditório da Assembléia Legislativa (Aleac), o resultado de uma pesquisa onde aparece uma nova droga que está sendo consumida na fronteira do Acre com a Bolívia e o Peru.

A pesquisa foi feita com a metodologia Rare (Rapid Assessment, Response and Evolution). Com a divulgação do trabalho, a Reard espera envolver o governo do Estado, através da Secretaria de Saúde e Segurança para realizar o combate à droga, que na região é chamada pelos usuá-rios de “oxi”.

Embora não possa falar sobre o resultado da pesquisa, o presidente da Reard, Álvaro Augusto de Andrade Mendes explicou que o “oxi” é consumido apenas na região de fronteira e os primeiros estudos chegaram à conclusão de tratar-se de uma das drogas mais poderosas e perigosas já encontradas.

Os efeitos no organismo ainda são desconhecidos, mas informa que a droga é similar ao “crack”, muito consumido no Sul do país, sobretudo em São Paulo. Trata-se, segundo ele, de uma droga barata, que custa de dois a três reais. “Não encontramos o “oxi” em outras regiões de fronteira, como Mato Grosso e Rondônia, apenas aqui no Acre”, disse.

“Com a divulgação do resultado da pesquisa vamos assinar um protocolo com o governo do Estado para combater o uso desta droga naquela região”, fez questão de ressaltar Álvaro Augusto.

ÓXIDO NITROSO, O GÁS QUE FAZ RIR

Muitas pessoas já ouviram falar em “gás hilariante”. Mas será que ele é realmente capaz de provocar o riso? Na verdade, essa substância, o óxido nitroso (N2 O), descoberta há quase 230 anos, causa um estado de euforia nas pessoas que a inalam. Mas pode ser perigosa: na busca de uma euforia passageira, o gás já foi usado como droga, e em vá-rias ocasiões o resultado foi trágico, como a morte de muitos jovens. O primeiro relato da propriedade anestésica do N2 O foi feito pelo químico inglês Humphry Davy em 1800.

Ciência hoje

Quando se fala em gás hilariante, a imagem que vem à mente é a de um produto que pode fazer com que as pessoas se divirtam, sem riscos. Mas essa imagem é incorreta. O chamado gás hilariante é na verdade um composto químico que tem o nome técnico de óxido de dinitrogênio, cuja inalação provoca efeitos anestésicos e ainda um estado de euforia, em geral seguido de náuseas e perturbações motoras.

O termo “óxido de dinitrogênio” tem um significado claro, segundo a nomenclatura química. Os químicos chamam de óxido toda substância formada pela ligação do oxigênio com outro elemento, e o prefixo “di” indica que as moléculas dessa substância são compostas por um átomo de oxigênio e dois de nitrogênio.

Sua fórmula química é N 2 O. Mas, como ocorre com outras substâncias, esse gás recebeu um nome simplificado, para uso geral: óxido nitroso.

Os dois principais elementos que formam a atmosfera terrestre estão presentes no óxido nitroso: nitrogênio e oxigênio. O primeiro constitui cerca de 78% do ar atmosférico, e o segundo, em torno de 21% – o 1% restante é dividido em diversos outros gases. Quando respiramos essa mistura, o oxigênio sofre várias transformações no organismo, mas isso não acontece com o nitrogênio, uma das substâncias mais difíceis de transformar. O primeiro entra no organismo como gás oxigênio e sai como gás carbônico (ligado ao elemento carbono), enquanto o segundo entra e sai como gás nitrogênio.

Nosso organismo, portanto, não consegue metabolizar o nitrogênio, mas todo ser vivo, planta ou animal, precisa desse elemento para sobreviver, pois ele é fundamental para a formação das proteínas. Para poder ser absorvido e aproveitado, é preciso que o nitrogênio seja transformado em uma substância que se dissolva na água. Esse trabalho é feito por alguns microrganismos, que conseguem fazer o nitrogênio reagir e formar, com o elemento hidrogênio, a amônia, substância solúvel na água. A transformação ocorre nas raízes de algumas plantas, onde vivem essas bactérias. A amônia gerada ali chega às folhas, onde é transformada em proteínas, que os animais ingerem quando se alimentam de vegetais.

E o óxido nitroso? Ele forma-se pela ação de outras bactérias sobre as substâncias que contêm amônia.

Essa transformação ocorre em pequena escala.

A história do gás O óxido nitroso foi descoberto em 1772 pelo químico inglês Joseph Priestley (1733-1804), mas suas propriedades anestésicas só foram constatadas em 1799 – e relatadas em livro publicado em 1800 – por outro químico inglês, Humphry Davy (1778-1829). Embora outras substâncias provavelmente tenham sido usadas antes pela humanidade para diminuir dores, foi a primeira vez que tal propriedade foi constatada cientificamente. O uso do óxido nitroso com fins medicinais.

Tese mostra potencialidades do manejo florestal

“Racionalidade e exploração madeireira na Amazônia brasileira”. Esse é o título da tese de doutorado defendida pelo professor Carlos Franco, do departamento de Economia da Ufac, na Universidade de Salamanca (Espanha) no último dia 16 de março. No trabalho, ele estuda as potencialidades do manejo florestal.

Para realizar o trabalho, ele coletou material da pesquisa em três comunidades acreanas que utilizam o manejo florestal como atividade econômica: o Seringal Porto Dias, o Seringal Cachoeira e o PAD Peixoto. Ele conseguiu demonstrar, cientificamente, que a exploração da madeira através do manejo é mais eficiente social e economicamente do que a exploração convencional.

Segundo ele, do ponto de vista da renda, as famílias que trabalham com manejo conseguiram aumentar em mais de 100% os ganhos. “Eles observaram que tinham mais ganhos com o manejo do que com a exploração convencional”, disse. Ele fazia o doutorado desde 2001 e a partir de 2002 começou a se envolver com o trabalho nas comunidades.

A pesquisa foi realizada a partir de uma visão multidisciplinar que abrangia, ainda, mais dez áreas do conhecimento. “Procuramos fugir daquela visão meramente cartesiana, puramente econômica”, frisou Carlos Franco.

Embora as experiências com a exploração madeireira através de manejo sejam recentes, ele acredita que ainda possa se tornar um modelo de desenvolvimento econômico regional. Carlos Franco vê como positivo o fato do governo do Estado ter tomado para si a responsabilidade de implantar um novo modelo econômico.

Explica que a exploração a partir do manejo faz com que a própria floresta recupere sua capacidade ecológica sem que haja necessidade de fazer replantios. Além disso, afirma que há uma valorização sobre o produto comercializado. “Uma árvore que valia há alguns anos cerca de 30 reais hoje vale mais de R$ 3 mil”, enfatiza.

Com o trabalho, ele tenta demonstrar, também, que não basta introduzir novas técnicas no processo econômico sem que haja um respeito às comunidades envolvidas. “Há teorias econômicas que são preconceituosas, pois precisamos quebrar a lógica de que são os pobres os que mais degradam o meio ambiente, pois esta premissa não é verdadeira”, afirma. (S.M.)

Vivo lança promoção e campanha nacional para o Dia das Mães

Regina Duarte, Gabriela Duarte, Glória Pires e
Cléo Pires são protagonistas da campanha nacional

A Vivo preparou uma oferta especial para clientes em toda sua área de atuação. Na Promoção do Dia das Mães, de 11/4 a 22/5, cliente Vivo Pós ou Vivo Pré que comprar ou trocar de aparelho, ganha 50% de desconto nas chamadas de Vivo para Vivo, em todo o Brasil, por até 1 ano, e mais bônus de 500 Vivo Torpedos SMS e 500 Vivo Foto Torpedos, válidos por 30 dias. Nas ligações interurbanas para qualquer Vivo no Brasil, basta usar o 15 da Telefônica para ganhar o desconto.

A oferta, válida também para migração de Vivo Pré para Vivo Pós, informa a vantagem de fazer parte da maior comunidade de usuários de celular, que além de contar com as facilidades proporcionadas pela cobertura, pela tecnologia CDMA, aparelhos modernos e serviços inovadores, reúne mais de 27 milhões de clientes com os quais pode-se falar com 50% de desconto por até um ano.

Para participar da Promoção, o cliente tem as melhores ofertas para comprar o seu Vivo: celulares a partir de 10 x R$ 9,90, como o LG Flex, aparelhos com tela colorida por 10 x R$ 29,90, como o LG Champ ou o Motorola V262 para adesões a partir do plano Vivo Pós 60 e aparelhos com câmera também por 10 x de R$ 29,90 como o LG Prime Shot ou o Motorola V265 a partir do plano Vivo Pós 120 minutos.

Audiência pública discute venda de remédios fracionados

Representantes de fabricantes de medicamentos, do comércio varejista, da socie-dade civil, de institutos de defesa do consumidor e técnicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reúnem-se hoje para definir como será a venda de medicamentos fracionados no país. A Anvisa deve publicar até o final deste mês a resolução que vai regulamentar a venda.

A medida cumpre decreto presidencial, publicado no dia 20 de janeiro no Diário Oficial da União. Para consolidar o decreto, a Anvisa realizou, durante 30 dias, consulta pública com representantes da sociedade e de entidades farmacêuticas para colher sugestões a serem incluídas no regulamento técnico. Depois da publicação da resolução, começa o processo de credenciamento dos estabelecimentos farmacêuticos e o registro das embalagens fracionáveis.

A subdivisão de remédios em frações menores permite que o consumidor compre o medicamento na dose prescrita em receita médica. O fracionamento, limitado a ampolas, comprimidos, cápsulas e supositórios, só poderá ser feito por farmacêuticos habilitados em farmácias credenciadas. Os preços dos medicamentos serão proporcionais ao valor da embalagem fechada.

De acordo com o diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Raposo, além da economia, o fracionamento vai reduzir também o número de acidentes domésticos, automedicação e intoxicação. Segundo ele, todo medicamento fracionado virá acompanhado de uma bula. “Como o fracionamento será feito mediante a prescrição médica, para cada prescrição deverá haver o atendimento de uma bula. Então, no caso da embalagem que vem com 200 comprimidos e a média de prescrição é de 10 comprimidos por tratamento, aquela embalagem tem que trazer 20 tratamentos, 20 bulas”, explicou.

Uma pesquisa do Departamento de Ouvidoria do Ministério da Saúde mostra que 86% dos brasileiros apóiam a venda fracionada de medicamentos. O estudo foi feito em 276 municípios das cinco regiões do país e 1.406 pessoas foram ouvidas.

A audiência de quarta-feira será realizada no Parlamento da Legião da Boa Vontade (LBV), em Brasília, a partir das 8h30. De acordo com a assessoria de imprensa da Anvisa, é prática da agência preparar auditorias quando o assunto é de interesse público.

MEC anuncia Bolsa Permanência para alunos carentes

O Ministério da Educação lançará, no final de abril, o programa Bolsa Permanência, destinado a universitários de baixa renda. A medida foi anunciada terça-feira, 12, em Brasília, pelo ministro da Educação interino, Jairo Jorge da Silva, durante encontro com cerca de 60 estudantes que possuem dívidas com instituições particulares.

Jairo Jorge disse que o Bolsa Permanência será consolidado por meio de medida provisória que tratará também dos programas Pró-Licenciatura e Proformação. “A bolsa será concedida prioritariamente aos estudantes do Programa Universidade para Todos (ProUni) que fazem cursos que têm turnos integrais, como medicina e odontologia”, explicou.

Os universitários que estudam em instituições particulares pediram ao ministro a realização de uma edição exclusiva do ProUni destinada aos alunos que interromperam o curso devido à falta de pagamento. “As universidades particulares estão nos enforcando em dívidas. O ProUni no meio do ano será a fonte do ar que respiro”, disse Antonio de Jesus, estudante de Direito da Universidade Brás Cubas, de São Paulo, ao entregar o documento Universitários Enforcados ao ministro interino. Jairo Jorge informou que a proposta será analisada pela comissão executiva do MEC e que na próxima semana os estudantes terão uma posição definida a respeito. O ministro anunciou, ainda, a proposta de abertura de mais 400 mil vagas em universidades federais em quatro anos.
Fonte: A Gazeta