Pais fumantes arriscam a saúde dos filhos

Apesar de campanha maciça antitabagismo empreendida nos Estados Unidos, pesquisadores da Universidade de Missouri (Kansas) descobriram que muitos pais ainda ignoram os alertas de saúde e expõem suas crianças à fumaça de cigarro em casa, no carro e mesmo em locais públicos.

Cerca de 40% dos pais ou responsáveis permitem que se fume na presença dos filhos em casa. Menos da metade poupam os filhos da fumaça quando estão dirigindo e procuram escolher lugares reservados para não-fumantes em restaurantes.

Para o cirurgião torácico do Hospital Paulistano, doutor Miguel Tedde, os resultados da pesquisa americana refletem a necessidade de uma campanha maciça de esclarecimento à população sobre os riscos à saúde que o fumo representa.

“Como se não bastasse os riscos assumidos pelo próprio dependente de tabaco, os fumantes passivos também são atingidos em seu direito à saúde. Principalmente as crianças, já que desde pequenas podem apresentar maior propensão a manifestações de asma, bronquite, pneumonia e infecções no ouvido”, diz o cirurgião.

O agravante, no caso das crianças, é que quando vêem seus pais fumando, passam a encarar o ato de fumar como algo normal. “Se meu pai fuma, eu também vou poder fumar”, pensam. Somam-se, assim, os danos orgânicos provocados pelo cigarro a um condicionamento psicológico altamente maléfico, que é o primeiro passo para se criar um novo fumante.

“A conscientização dos pais fumantes é urgente. A situação ideal seria que parassem de fumar. No caso disso não ser possível de imediato, ao menos que garantam, em suas casas e carros, um ambiente livre de fumaça de cigarro. Além disso, evitando fumar na frente dos filhos, contribuem para a formação de uma geração que cultivará hábitos mais saudáveis”, alerta o doutor Tedde.
Fonte: Dr. Miguel Tedde, cirurgião torácico do Hospital Paulistano