Pesquisa aponta que só 7% não querem parar de fumar em São Paulo

Pesquisa inédita realizada pelo Instituto do Coração do Hospital das Clínicas de São Paulo – Incor mostra que só 7% dos fumantes paulistanos entrevistados não querem parar de fumar. Em média, 67% dos entrevistados têm plano de deixar o vício. Desses, 30% dizem que estão prontos para abandonar o cigarro logo.

O estudo envolveu 1.825 pessoas, que foram entrevistadas durante uma campanha antitabagista ocorrida no ano passado em 15 pontos da cidade de São Paulo (shoppings, clubes e parques públicos). Dos participantes da pesquisa, 47% eram homens e 53%, mulheres. Para a cardiologista Jaqueline Issa, diretora do Programa de Tratamento do Tabagismo do Incor e coordenadora da pesquisa, a maioria das pessoas quer parar de fumar, mas não encontra locais de atendimento para auxiliá-los nessa empreitada.

O Incor, por exemplo, que é um centro de referência no tratamento de fumantes, tem uma fila de espera de mais de seis meses. Na Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo – Unifesp, a espera supera um ano. Issa diz que o maior problema é o acesso à terapia (medicamento, adesivos e gomas de mascar), que custa em média R$ 150 por mês. “Quem fuma um maço por dia gasta, em média, R$ 60 por mês”, compara a médica. A pesquisa mostra que, quanto mais dependente for o fumante, maior é a quantidade de cigarros consumida diariamente e há mais tempo ele quer largar o vício.

Dia Mundial Sem Tabaco

Para marcar o Dia Mundial sem Tabaco, o Incor, com apoio da Pfizer, lança a campanha “Pare de Fumar numa Boa”, no próximo dia 31, no Hospital das Clínicas de São Paulo. Durante quatro semanas, a campanha passará por locais de grande circulação da cidade, como o Masp (Museu de Arte de São Paulo), o parque da Água Branca e o próprio HC. Em duas tendas, o público poderá perceber a diferença entre a casa de fumantes e a de uma família livre do cigarro. Um médico de plantão dará orientações sobre como o tabagismo pode ser tratado. Além de tirar dúvidas, os fumantes poderão também medir o nível de monóxido de carbono. Por meio de um questionário, eles conhecerão ainda o seu grau de dependência.
Autor:Revista Época
Fonte:OBID