Fumantes buscam socorro mais rápido ao sofrerem infarto

Vários estudos já provaram que pessoas que fumam têm mais chances de desenvolverem doença coronariana aterosclerótica. No entanto, muitos também já demonstraram que o tabagismo, no momento de um infarto agudo do miocárdio, não é um fator de risco para uma morte subseqüente. Pelo contrário, pesquisas mostram que pacientes fumantes têm melhor prognóstico após sofrerem um infarto. Esse é o caso de um estudo realizado por pesquisadores da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.

De acordo com artigo publicado no volume 81 dos Arquivos Brasileiros de Cardiologia, o estudo envolveu a participação de 121 pacientes com diagnóstico de infarto agudo do miocárdio, encaminhados ao Pronto Socorro Central da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, de janeiro de 1999 a junho de 2000. Eles foram divididos em três grupos: fumantes, ex-fumantes e não-fumantes, e seus dados foram recolhidos. As condições clínicas na admissão de cada paciente também foram avaliadas.

Segundo a equipe, houve associação entre tabagismo e sexo, diabetes e idade. Os outros fatores de risco, como por exemplo, obesidade, angina, hipertensão e sedentarismo não demonstraram estar associados ao fumo. Foi observado ainda que o risco de desenvolver edema agudo de pulmão foi maior no grupo de pessoas que deixaram de fumar, quando comparado ao risco do grupo de pessoas que nunca fumaram.

Outro dado importante é que, de uma forma geral, os fumantes apresentaram um perfil de risco mais benigno que os não-fumantes e ex-fumantes. Os pesquisadores explicam que isso pode ocorrer em função de os fumantes serem mais jovens ou pelo fato de uma pessoa que fuma estar mais preparada ou em alerta para os sintomas de insuficiência coronariana aguda. Nesse caso, ela daria entrada no hospital com maior antecedência, podendo ser tratada com mais rapidez.
Autor: Agência Notisa
Fonte: OBID