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Indígenas de Juara participam de oficina sobre alcoolismo e Aids

Redação 24HorasNews

As comunidades indígenas das aldeias Tatuí e Munduruku participaram de oficinas sobre a prevenção do alcoolismo, da tuberculose, da hepatite e das doenças sexualmente transmissíveis, como a Aids. Os encontros foram realizados em Juara, entre os dias de 23 de maio a 3 de junho. Foram cinco dias de atividades educativas em cada aldeia, propiciando momentos de reflexão sobre a sexualidade em contextos pluriéticos e multiculturais, sobre as dificuldades nas ações preventivas, e sobre o papel do homem, da mulher e dos jovens indígenas na organização social.

As oficinas fazem parte de um projeto interdisciplinar e interinstitucional financiado pelo Ministério da Saúde com o objetivo de prevenir e reduzir entre populações indígenas as DSTs, as hepatites virais, a tuberculose, o alcoolismo e a contaminação pelo vírus HIV/Aids, através de ações educativas utilizando método do diálogo intercultural. Este projeto é desenvolvido pelo Instituto de Ciências Humanas e Sociais da UFMT com o apoio da Pró-Reitoria de Vivência Acadêmica e Social e da Prefeitura do Campus de Cuiabá e em parceria com as secretarias de saúde do Estado de Mato Grosso e do município de Cuiabá e das secretarias de saúde e educação de Juara. O Projeto conta também com o apoio do Grupo de Ação e Recuperação dos Recursos Ambientais –GARRA de Cuiabá.

Segundo a coordenadora do projeto, Profª Rosa Mari Godinho, da UMFT, este trabalho foi iniciado em 2002 com o Distrito Sanitário Indígena de Cuiabá e, no momento, se avalia a perspectiva de estendê-lo para outras etnias atendidas pelos distritos sanitários indígenas de Colíder e Cacoal. “Esperamos ampliar a equipe e os parceiros e estamos buscando adequações que favoreçam a compreensão dos povos indígenas a partir de sua cultura, para fortalecer aquilo que chamamos de diálogo intercultural, envolvendo-os no levantamento dos seus problemas e na busca de suas próprias soluções, utilizando a metodologia problematizadora. Aqui temos uma abertura para discutir a questão da drogadição, mas, sobretudo, do alcoolismo que é um fator de risco muito importante nessa cadeia de contaminação.”
Fonte:24horasnews