Convênio para aprimorar e implantar programas de prevenção no Rio de Janeiro

O Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime – UNODC e a Prefeitura do Rio vão assinar um convênio no valor de US$ 7,1 milhões para implantar e aprimorar programas de combate à violência e ao uso de drogas em comunidades carentes, conforme adiantou o colunista Ricardo Boechat, do Jornal do Brasil. O projeto está previsto para começar em julho nas favelas da Maré, Mineira e Acari, por terem apresentado os mais baixos índices de desenvolvimento humano – IDH, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, e as mais altas incidências de criminalidade, de acordo com informações da Secretaria de Estado de Segurança Pública.

Jovens, ex-presidiários, travestis, população de rua e usuários de drogas são os principais alvos do programa, que será estendido a outras comunidades cariocas até dezembro de 2008, quando termina o convênio entre a prefeitura e as Nações Unidas. Universidades, ONGs e institutos de pesquisa serão contratados para participar, avaliar e ajudar na expansão do projeto, que servirá de modelo para as Nações Unidas em outros países com problemas de alta incidência de violência urbana e uso de drogas.

“As iniciativas da prefeitura de prevenção à violência em área de risco foram reconhecidas pela Organização das Nações Unidas. Essa parceria vai aperfeiçoar esse e outros programas já existentes e criar outros com apoio da sociedade civil para que possamos minimizar a questão da violência e o uso de entorpecentes”, observa Rodrigo Salgueiro, coordenador do Núcleo de Direitos Humanos da Secretaria Municipal de Assistência Social – SMAS e interlocutor no Rio para a ONU.

Cinco especialistas indicados pelas Nações Unidas irão gerenciar o programa nos 42 meses de duração e criar um núcleo administrativo que garanta a execução das iniciativas, em particular as ligadas ao consumo de drogas. De acordo com o estudo do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Atenção ao Uso de Drogas – Nepad, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro – Uerj, as drogas lícitas – tabaco e álcool – lideram o consumo entre jovens em idade escolar, seguidos dos tranqüilizantes, inalantes, maconha, cocaína e drogas sintéticas. O Coordenador de Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde, Hugo Fagundes, lembra que crianças com menos de dez anos já fazem parte deste universo de consumidores.
Autor:Jornal do Brasil
Fonte:OBID