Celebração da vida na corrida antidrogas – DF

No Dia Internacional de Combate às Drogas, 26/06, cerca de 2,7 mil pessoas participaram da Corrida pela Vida, no Eixão Norte, evento que encerrou as comemorações da VII Semana Nacional Antidrogas, promovida pela Presidência da República, com patrocínio da Caixa Econômica Federal.

Para o Ministro-Chefe do Gabinete de Segurança Institucional, da Presidência da República, General Jorge Armando Félix, eventos como esse chamam a atenção, principalmente dos jovens, para uma vida saudável.

Armando Félix lembra que as drogas são responsáveis por uma série de problemas que levam à violência. Entre elas, o Ministro classifica o álcool como a pior. “Essa droga é lícita. Dados mostram que dos corpos que chegam ao Instituto Médico Legal – IML, de São Paulo, o álcool esteve presente em 70% das mortes”, afirma.

O percurso da corrida de dez quilômetros começou na altura do prédio da Administração Central dos Correios, no Setor Bancário Norte, seguiu até a altura da SQN 214, com retorno ao ponto inicial. O vencedor, Clodoaldo Gomes, 28 anos, fez o percurso em 29 minutos e 56 segundos. Ele mora em Ceilândia, ficou em quinto lugar na São Silvestre deste ano, e se prepara para disputar o Mundial de Atletismo 2005, em Helsinque (Finlândia).

Para Clodoaldo, a prova serviu como preparação para o mundial, mas correr pela valorização da vida, um contraponto ao uso indevido de drogas, é um prazer. “É muito bom participar de uma competição contra as drogas”, destaca.

Na categoria adulto feminino, a vencedora foi Marizete Cordeiro, e entre os cadeirantes Antônio de Oliveira Rodrigues, 32 anos, chegou em primeiro.

Importante personagem do atletismo mundial, em especial do salto triplo, Nelson Prudêncio esteve presente durante o evento no Eixão Norte. Ele destacou a participação da sociedade na prova como um ponto positivo.

Lazer

O domingo também foi de muito lazer. Enquanto os atletas corriam, pais e amigos torciam, as crianças aproveitaram para resgatar uma brincadeira antiga. Escorregavam de papelão no declive do gramado. Nada parecia importar, nem o sol forte nem a pele pinicando.

Aos nove anos, Laura Alves cumpriu sua missão e chegou em segundo na categoria de 8 a 10 anos. Depois foi escorregar no gramado. Primeiro sentada; depois como se estivesse surfando. “Mais uma brincadeira que a gente inventou”, festejava.
Autor: Jornal de Brasília
Fonte: OBID