As drogas no Brasil omisso

Afanasio Jazadji

Opinião

A Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou recentemente, em Nova York, seu relatório anual sobre narcóticos, com números chocantes: a venda de drogas no varejo, em todo o mundo, movimenta a cada ano 321 bilhões de dólares, que correspondem a pouco mais de 800 bilhões de reais. Esse total de dinheiro gerado no mundo do crime corresponde ao PIB de um ou outro país em desenvolvimento ou quase 1% do PIB mundial. Segundo a ONU, o número de consumidores de tóxicos nos cinco continentes cresceu 12% em 2004 e chegou a 200 milhões de pessoas, algo que está acima da atual população do Brasil.
A maconha é a droga mais consumida, atingindo 161 milhões de pessoas. As anfetaminas, que são drogas em comprimidos ou injetáveis, englobam 26 milhões de dependentes. Já a cocaína surge em terceiro lugar, com 13,7 milhões, seguida da heroína, com 10,6 milhões; da pílula ecstasy, com 7,9 milhões, e de outras drogas derivadas do ópio, com 5,3 milhões.
O Brasil não é um grande produtor de cocaína e heroína, mas continua produzindo maconha e amplia a cada ano o número de dependentes de drogas. A falta de uma política concreta e rígida do governo federal para prevenção contra o uso de tóxicos e combate aos traficantes faz com que as máfias ganhem espaço, tanto nas metrópoles, como São Paulo, Rio, Belo Horizonte e Campinas, quanto em pequenas cidades do interior. Por isso mesmo e por outros fatores, a pesquisa da ONU aponta este Brasil omisso como país de alto risco. É muito preocupante!

Afanasio Jazadji é Deputado Estadual pelo PFL
Fonte:Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo