Psicologia ajuda deixar o cigarro

Fumar pode causar câncer de pulmão, câncer de boca, infarto, derrame… Quem fuma, em geral, não suporta ouvir esse tipo de alarde. No entanto, no íntimo, o maior desejo do fumante é não entrar para as estatísticas da Organização Mundial de Saúde que apontam o tabagismo como a principal causa de morte evitável no mundo hoje. Responsável por cerca de 5 milhões de mortes por ano, nenhum outro produto de consumo é tão perigoso ou mata tanta gente quanto o cigarro. Felizmente, a sociedade anda mais consciente dos males do fumo e vem adotando programas cada vez mais eficientes de controle do tabagismo.

Em coerência com sua filosofia de trabalho que sustenta a prevenção como o melhor caminho para evitar o câncer, o Instituto Paulista de Cancerologia incorporou aos serviços que oferece a seus clientes o Programa de Apoio à Cessação do Tabagismo – Pract. Estruturado com base no PrevFumo, programa desenvolvido há 15 anos por médicos e psicólogos da Universidade Federal de São Paulo – Unifesp, o Pract trata o fumante de forma personalizada, de acordo com o estágio de dependência do tabaco e o grau de motivação para abandonar o cigarro.

Coordenado pelo Médico Pneumologista Dr. Sérgio Ricardo dos Santos, que também é Coordenador do PrevFumo, o Pract baseia-se no tripé: educação em saúde; terapia cognitivo-comportamental; terapia farmacológica. “Temos obtido resultados eficazes com esta metodologia”, afirma o Dr. Sergio Ricardo. “Os índices de sucesso do programa chegam a 70%”, ressalta.

O Pract conta com uma psicóloga que faz o atendimento inicial do paciente e as consultas semanais. Caso seja constatada a necessidade de prescrição de medicamento, a pessoa é encaminhada a um médico que decide qual a melhor solução farmacológica: reposição de nicotina, goma de mascar ou adesivo.

“O trabalho da psicóloga é fundamental porque, além da dependência à nicotina, o cigarro proporciona prazer ao fumante”, explica o Coordenador do Pract. Segundo o Dr. Sergio Ricardo, existem ainda vários condicionamentos relacionados ao ato de fumar, que variam muito de uma pessoa para outra, e só podem ser desfeitos por meio de terapias.

O programa PrevFumo da Unifesp é considerado referência nacional na redução do tabagismo e, como ele, o Pract segue as diretrizes de tratamento do fumante do Instituto Nacional do Câncer – Inca.

Os males do cigarro

Fumante inala mais de 4700 substâncias tóxicas a cada tragada. Muitas delas vêm do processo de plantio do tabaco. Os agrotóxicos utilizados na plantação acabam sendo inalados, por tabela, pelo fumante. Outras fazem parte da própria composição do tabaco ou são produzidas durante sua queima. O monóxido de carbono – o mesmo gás venenoso que sai do escapamento de automóveis – por exemplo, dificulta a oxigenação do sangue é risco para doenças como a arteriosclerose.

O alcatrão é, na verdade, um composto de mais de 40 substâncias comprovadamente cancerígenas. Assim, 30% das mortes por câncer se devem ao fumo. O tabagismo pode causar tumores não apenas no pulmão, mas também na boca, laringe, faringe, esôfago, pâncreas, rim, bexiga e colo de útero.

Mas um dos maiores vilões do cigarro é mesmo a nicotina, responsável pelo prazer e pela dependência. Ela acelera a freqüência cardíaca e contribui para o surgimento de doenças cardio-vasculares. Basta dizer que 45% dos infartos agudos do miocardio em pessoas abaixo de 65 anos são causados por tabagismo. A nicotina também estimula a produção de ácido clorídrico, causando azia, podendo levar a uma úlcera e até agir como fator predisponente ao câncer gástrico.

Fatos relacionados ao tabaco

:: O tabaco causa perto de 13.500 mortes por dia
:: 47.5% da população masculina mundial fuma
:: 10.3% das mulheres fumam
:: Existem cerca de 36 milhões de fumantes no Brasil, dos quais 5% tentam parar de fumar todos os anos.
:: O fumo é a causa predisponente da maioria dos cânceres
:: O cigarro é o único produto de consumo legalmente disponível que pode levar à morte pelo uso normal

(Fonte: Organização Mundial de Saúde)

29 de agosto é o Dia Nacional de Combate ao Fumo

Em apenas um dia, o cigarro pode causar a morte de cerca 13.500 pessoas no mundo. No Brasil, estima-se que cerca de 200.000 mortes/ano são decorrentes do tabagismo, e no mundo, esse número chega a quase cinco milhões. Os dados são da Organização Mundial de Saúde – OMS, que destaca a relação entre o consumo do cigarro e o desenvolvimento de câncer de pulmão em 90% dos casos.
Além disso, o fumo responde por 30% das mortes decorrentes de outros tipos de câncer (boca, laringe, faringe, esôfago, pâncreas, rim, bexiga e colo de útero).

O problema é tão grave que, em 1986, o Governo brasileiro sancionou a Lei Federal número 7.488, estabelecendo 29 de agosto como o Dia Nacional de Combate ao Fumo. Nessa data, várias entidades públicas e privadas organizam campanhas ou manifestações para lembrar os males do tabagismo.
Autor: Comunique-se
Fonte: OBID