Fumo mata 2,5 mil no DF

Os números das vítimas do cigarro são assustadores: 2.588 pessoas morreram no DF no ano passado de doenças decorrentes do fumo. No mesmo período, 243 pessoas morreram vítimas de acidentes de trânsito.

Lutando contra as estatísticas, a Secretaria de Saúde preparou uma série de atividades para o Dia Nacional de Combate ao Fumo. Pela manhã, uma caminhada com ex-fumantes reuniu cerca de 500 pessoas no Parque da Cidade. “O gasto do Governo com doentes vítimas do cigarro é exorbitante. A maioria dos fumantes quer parar de fumar, mas a dependência da nicotina é muito grande. É preciso reforçar que as doenças decorrentes do fumo são muito tristes, como o efisema pulmonar, por exemplo, que não tem cura e evolui lenta e progressivamente para uma morte dolorosa”, alerta Celso Antonio Rodrigues da Silva, Gerente de prevenção da Coordenadoria de Câncer da Secretaria de Saúde.

Segundo Silva, cerca de 400 pessoas participam mensalmente de um programa anti-tabagismo da secretaria. Pelo programa, os dependentes têm acesso a anti-depressivos e medicamentos repositores de nicotina gratuitamente. “Nós oferecemos o programa, que dura um mês, em escolas, empresas, postos de saúde e hospitais do DF com muito sucesso. Cerca de 80% das pessoas que passam pelo programa deixa de fumar”, conta. Segundo os dados da secretaria, apenas 30% das pessoas que param de fumar o fazem sem ajuda médica.

Neuza Santos faz parte dessa minoria. Depois de fumar uma carteira de cigarro por dia durante 15 anos, ela decidiu parar de fumar ao se submeter à uma cirurgia hà 4 anos. “No começo senti falta do cigarro, fiquei muito ansiosa e acabei descontando na comida. Mas passei dessa fase e perdi os quilos a mais. Hoje eu respiro muito melhor, sinto o gosto dos alimentos e não me sinto tão cansada como na época do cigarro” garante.
Fonte:Jornal do Brasil