Esporte a favor da inclusão social

Quase 3 mil crianças entre sete e 13 anos se reuniram para a terceira edição do Circuito Caixa de Maratoninha. A competição de atletismo mirim foi realizada na manhã do dia 02/10, no Parque da Cidade – Brasília, com o objetivo de despertar o gosto pelo esporte nas crianças. Todos os participantes, independentemente da colocação receberam medalhas. Os vencedores de cada bateria levaram bicicletas para casa.

A competição foi também uma iniciativa para a inclusão social. Oitenta por cento dos inscritos estavam inseridos em projetos sociais e ficaram isentos da taxa de inscrição que era de R$ 10,00 mais 1 quilo de alimento não perecível. Além de Brasília, outras seis capitais receberam a Maratoninha. No total, as provas em São Luís, Teresina, Natal, Maceió, João Pessoa e Belo Horizonte reuniram mais de 25 mil crianças.

Foram duas horas de prova divididas em 70 baterias com 40 crianças cada. Os atletas mirins foram separados por faixa etária em três categorias: de 7 a 9 anos, de 10 a 11 e de 12 a 13. O percurso tinha cerca de 300 metros e ficava em uma área cercado com formato oval. Das arquibancadas era possível assistir a todas as etapas da prova. Vários ônibus se encarregaram do transporte das crianças das Cidades do entorno de Brasília.

Ao final da competição o Instrutor Ermínio Nunes, do Centro de Iniciação Desportiva de São Sebastião estava satisfeito. Ele levou 30 crianças e uma delas saiu vitoriosa, levando uma bicicleta para casa. “Esses eventos ajudam no descobrimento de novos talentos, de novos vencedores. Mas a importância social é maior que a desportiva. É um ambiente puro, longe das dependências, longe das drogas. Mesmo quem não vence, ganha saúde. A competição é importante para formar cidadão, mas até que como atletas”, garante Ermínio Nunes.

Robson Caetano, um dos maiores nomes do atletismo nacional, também prestigiou a competição. Ele começou a correr na escola e acha o incentivo para o esporte essencial.“É extremamente positivo dar a oportunidade das crianças conhecerem a competição. O esporte não vai premiar apenas os vencedores. Na vida é assim, você vai ganhando e perdendo provas, mas sempre aprende. No esporte todos os que participam ganham qualidade de vida”, diz o atleta.
Fonte: Jornal do Brasil