Alcolistas são menos férteis

Quem bebe demais tem menos chances de ter filhos e ainda pode enfrentar problemas sexuais. Segundo concluiu uma pesquisa indiana publicada pela revista científica americana Fertility & Sterility.

A equipe de Especialistas, coordenada por K. R.Muthusami, do Kovai Medical Center and Hospital, observou que pacientes em tratamento contra o alcoolismo tinham anormalidades na contagem de esperma e níveis mais baixos de testosterona, comparado aos que não bebiam.

Também apresentavam uma taxa mais alta de disfunção erétil, 71% em contraposição a 7% dos abstêmios.
Foram acompanhados 66 homens não fumantes que estavam começando tratamento para alcoolismo, e outros 30 que nunca haviam consumido bebidas alcoólicas.

Do grupo de usuários de álcool, foram selecionados indivíduos que tomavam, pelo menos, uma dose de 180 ml de bebidas com teor alcoólico de 40% a 50% – como whisky e brandy – por um período mínimo de cinco dias na semana, durante um ano. Foram coletadas amostras de sangue e de sêmen de todos os participantes.

“Os homens não podem fazer ingestão crônica de álcool se tiverem pretensões de procriar e levar uma vida sexual normal”, conclui o texto do trabalho.
Os dados mostraram que a média da contagem de espermatozóides dos homens que bebiam era menor. Estes apresentavam ainda deficiência no formato dos espermatozóides, além de alterações em outros hormônios ligados à reprodução.

De acordo com os Pesquisadores, os achados demonstram os danos diretos aos testículos, causados pela ingestão excessiva desse tipo de bebida. Segundo Muthusami, o álcool tem a capacidade de cortar a produção de testosterona do órgão e prejudicar a qualidade do sêmen.
Estudos anteriores já mostraram essa ação no organismo.

Uma pesquisa recente atestou, por exemplo, que homens que bebem dez ou mais drinques a uma semana da concepção têm menos probabilidade de conseguir engravidar uma mulher.

Especialistas alertam que o consumo excessivo de álcool pode causar também o encolhimento dos testículos e crescimento da mama nos homens. Para piorar, o dano pode não ficar limitado apenas aos homens.

A bebida em excesso também atrapalha a saúde reprodutiva feminina.Por outro lado, Muthusami considera que o consumo de álcool com moderação não tem um efeito significativo na fertilidade masculina.
Fonte:Jornal do Brasil