Jovens manauenses começam a beber cedo

Os jovens manauenses começam a beber cada vez mais cedo. Um estudo feito pelo Conselho Estadual Antidrogas- Conen com alunos de escolas públicas aponta um alto índice de consumo de bebidas alcoólicas entre jovens de até 15 anos. O levantamento é parte de uma ampla pesquisa divulgada esta semana pela Secretaria Nacional Antidrogas – Senad.

A realidade no Amazonas é preocupante e as estatísticas apontam para a necessidade urgente de políticas públicas mais eficazes. A pesquisa com 2.118 estudantes do ensino fundamental e médio, com idade entre 10 anos e 19 anos, revela que 60,3% já haviam consumido álcool pelo menos uma vez na vida. “Os dados chamam atenção para o fato de que precisamos fazer alguma coisa. Não podemos deixar o problema crescer sem tomar uma atitude”, afirma o Presidente do Conen, Eber Bessa Rebelo.

Por faixa etária, o consumo de bebida alcoólica foi confirmado por 26,6% dos jovens entre 10 anos e 12 anos e por 60,9% dos estudantes de 13 anos a 15 anos. Mas o álcool lidera as estatísticas em todas as idades pesquisadas e supera em muito o consumo de drogas mais pesadas como maconha, cocaína e solventes. A pesquisa foi realizada em 2004 e transformou-se no livro “5º Levantamento Nacional sobre Consumo de Drogas Psicotrópicas entre Estudantes do Ensino Fundamental e Médio da Rede Pública de Ensino nas 27 Capitais Brasileiras”.

Os resultados servirão para orientar políticas públicas de prevenção e combate ao consumo de drogas legais e ilícitas no País. O levantamento foi feito em parceria entre a Senad, o Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas – Cebrid e os Conselhos Estaduais de antidrogas.

Em Manaus, os Pesquisadores do Conen aplicaram os questionários da pesquisa em 81 turmas de 20 escolas sorteadas pelo Cebrid. Os alunos decidiram se gostariam de participar do levantamento porque não estavam obrigados a responder as perguntas. Assim que terminavam de preencher os questionários, eles retiravam-se da sala para que não pudessem influenciar os demais.
Fonte: A Crítica