Senad divulga estudo preliminiar sobre bebidas alcoólicas

Estudo preliminar divulgado pela Secretaria Nacional Antidrogas – Senad, aponta que o consumo de bebidas alcoólicas, considerado alto no País, acarreta, na maioria dos casos, problemas familiares ou conjugais, além de fazer com que muitos dirijam sob o efeito de álcool.Os dados foram apresentados na abertura da 1ª Conferência Pan-Americana de Políticas Públicas sobre o Álcool, que aconteceu em Brasília e reuniu especialistas de 20 países.

Com em 200 entrevistas feitas na Grande São Paulo, constatou-se que 63% consumiram algum tipo de bebida alcoólica no último ano e 45% disseram que problemas familiares ou conjugais estavam relacionados ao hábito de beber de um parente.Outros 31% afirmaram ter sido insultados por alguém que estava sob o efeito do álcool, e 28% já estiveram em veículo dirigido por pessoa alcoolizada.

A pesquisa, feita em parceria com a Universidade Federal de São Paulo – Unifesp, tem o objetivo de traçar pela primeira vez o padrão de consumo de bebidas alcoólicas no País. Foram 3.000 entrevistas feitas em 143 cidades desde setembro.O levantamento aponta a possibilidade de estar caindo a idade em que as pessoas começam a beber. Adolescentes disseram ter começado a beber aos 14 anos, enquanto os adultos com mais de 40 anos afirmaram ter iniciado após os 20 anos.

Além disso, 87% dos entrevistados concordam que deve haver tratamento para os usuários de álcool. Outros 54% são a favor de mais impostos sobre a bebida, e 96% apóiam restrições à propaganda do álcool.

Recentemente, Agência Nacional de Vigilância Sanitária colocou em consulta pública proposta com novas regras para aumentar o controle sobre a publicidade de bebidas alcoólicas.Outra pesquisa, com 1.200 alunos de uma universidade privada da região Sul, corrobora os resultados: 77% abusam da bebida, tomando cinco ou mais doses. E apresentam comportamento considerado de risco, como dirigir sem cinto de segurança e não usar preservativo.

Usando dados de levantamentos recentes e já divulgados, o Ministro do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, Jorge Armando Félix, disse que o álcool, além de ser a droga mais consumida no Brasil, tem o maior índice de dependência. Há, segundo ele, cerca de 19 milhões de dependentes de álcool no País.
Fonte: Folha de São Paulo