Consumo de álcool nas Américas é 50% maior que no resto do mundo

O canadense Jürgen Rehn, do Centro para Adicção e Saúde Mental de Toronto; e a brasileira Maristela Monteiro, Conselheira regional em matéria de Alcoolismo e Abuso de Drogas da OPAS, realizaram a pesquisa, publicada na edição de novembro da Revista Pan-americana de Saúde Pública.

Rehn e Monteiro formulam uma estimativa científica sobre “a carga de doenças atribuíveis ao consumo de álcool no ano 2000”, e destacam a necessidade de medidas urgentes para eliminar a alta incidência de problemas atribuídos ao abuso de bebidas.

Mediante a estrutura epidemiológica deste desafio para a saúde pública nas Américas, os estudiosos formulam sugestões sobre políticas que contribuam para a redução da mortalidade na região devido ao consumo de álcool.

O estudo ressalta que “persistem padrões irregulares de forte uso de álcool, uma substância a cujo consumo se atribui 4,8% do total das mortes ocorridas durante 2000”.

“Embora o álcool seja um fator de risco em várias regiões do mundo, nas Américas o problema é singular, superando o fumo como o maior fator de risco a doenças”, afirmam os autores do estudo.
Fonte: Último Segundo