Jovens americanos consomem menos drogas ilícitas mas abusam de fármacos

Os estudantes adolescentes nos Estados Unidos consomem menos drogas ilícitas que há alguns anos e também fumam menos, mas abusam mais de potentes remédios que requerem receita médica, segundo um relatório divulgado hoje, dia 20/12.

Este é um dos aspectos considerados mais preocupantes pelo Instituto Nacional sobre Abuso de Drogas – NIDA – sigla em inglês – promotor do estudo anual denominado “Supervisionando o Futuro”, correspondente a este ano e realizado pela Universidade de Michigan.

A sondagem revelou que 9,5% de estudantes do último nível do ensino secundário, usaram um medicamento a base de hidrocodona, similar a codeína, em 2005 e 5,5% utilizaram um sintético de cloridrato de oxicodona, com efeitos parecidos com os da morfina, dois potentes analgésicos opióides (substâncias sintética feita com a mesma composição do ópio) que podem levar a dependência.

Os especialistas detectaram, além disso, uma tendência crescente nos últimos três anos no consumo deste último fármaco, entre os jovens desse nível escolar, que têm em torno de 18 anos de idade.

Também é inquietante o crescente consumo de sedativos, entre a população escolar dessa mesma idade, que se aprecia nos últimos quatro anos.

No caso de estudantes da oitava série – a última antes do secundário -, se detecta um crescente abuso de substâncias que se inalam e também neste nível e na décima série (segundo ano do ensino secundário), se aprecia um abuso maior de fármacos sem supervisão médica.

O relatório ressalta, no entanto, que embora o consumo de drogas ilícitas não tenha variado de forma significativa nesses níveis escolares entre 2004 e 2005, há uma queda de 19% no período 2001-2005.

Esse declive se observa no consumo de maconha, que desceu 28% entre estudantes da oitava série – em torno de 13 anos de idade – e os 23% entre os da décima série.

Também se aprecia uma queda em torno de 2% no consumo de cigarros nos três graus avaliados e baixa também, em uma percentagem similar, o consumo de álcool.

O uso de anfetaminas entre estudantes de décimo grau desceu 1,2% no último ano e 1,7% entre os que estão no último ano do segundo grau.

Também desceu 1,1% o uso de esteróides entre os estudantes do último ano do segundo grau.

O Doutor Elías Zerhouni, Diretor do NIDA, assinalou ao divulgar os resultados que se sentia satisfeito com a queda no consumo de drogas ilícitas entre os adolescentes.

No entanto, acrescentou, “a tendência ascendente no abuso de fármacos que precisam de receita médica é alarmante”.

O relatório foi baseado nas respostas de 49.347 estudantes dos graus mencionados, pertencentes a 402 escolas públicas e privadas em todo o país.
Autor: Agência EFE
Fonte: OBID