Produção científica brasileira sobre drogas compõe a lista dos 25 artigos mais visitados

Produção científica brasileira sobre drogas compõe a lista dos 25 artigos mais visitados da biblioteca eletrônica Science Direct

Produção científica brasileira sobre drogas compõe a lista dos 25 artigos (“Top 25 hottest articles”) mais visitados na biblioteca eletrônica Science Direct, www.sciencedirect.com

Na lista de outubro de 2005, os artigos ocuparam o primeiro, terceiro e 19º lugar. O site holandês disponibiliza textos científicos de mais de dois mil títulos e a classificação é divulgada a cada três meses. Confira abaixo os trabalhos de autores brasileiros sobre drogas psicotrópicas mais acessados.

1º lugar da revista Pharmacology, Biochemistry and Behavior – E.A. Carlini – Plants and the central nervous system Artigo de Revisão. (Volume 75, Edição 3. 1º de junho de 2003, páginas 501-512).

Resumo

Este artigo de revisão deu atenção às muitas espécies de plantas que possuem atividade no sistema nervoso central – SNC. As plantas cobrem todo o espectro da atividade cerebral, podendo possuir efeitos depressores, estimulantes e alucinógenos, além de possuírem propriedades terapêuticas.

Foram observadas, entre as plantas estimulantes, aquelas utilizadas por seres humanos para reduzir o peso corporal, como o guaraná, e as usadas para melhorar as condições gerais de saúde.

Também foram analisadas plantas com finalidade terapêutica. Entre elas as que produzem efeitos depressores, responsáveis pela redução de dor e ansiedade. Muitas espécies de plantas alucinógenas são usadas por seres humanos em todo o mundo para conseguirem estados alterados de consciência; entre elas, algumas já foram usadas com fins medicinais, como a maconha, por exemplo.

Finalmente, foram discutidos o uso bruto ou semipurificado dos extratos de tais plantas, em vez do uso das substâncias ativas, aparentemente responsáveis por seus efeitos terapêuticos, foram discutidos.

3º Lugar da revista Toxicon – E. A. Carlini – The good and the bad effects of (-) trans-delta-9-tetrahydrocannabinol (Delta 9 – 1º THC) on humans – Artigo de Revisão. (Volume 44, Edição 4, Setembro de 2004, Páginas 461- 467.)

Resumo

Esta revisão analisou a utilidade terapêutica do delta-nove-tetrahidrocanabinol – Delta 9-THC, princípio ativo da maconha, e seu potencial de induzir reações adversas em seres humanos.

Durante os últimos 30 anos uma quantidade enorme de pesquisas foram realizadas tendo por resultado a descoberta do sistema canabinóide no sistema nervoso central, e de seus receptores CB1 e CB2. Do ponto de vista clínico, o Delta 9-THC produz alguns benefícios terapêuticos. Apresenta resultados positivos na redução de náuseas em pacientes com câncer em tratamento quimioterápico, na estimulação de apetite em pessoas com Aids; e no alívio da dor, redução de transtornos neurológicos e de motricidade, em pessoas vítimas de esclerose múltipla.

No entanto, os efeitos da substância Delta 9-THC não é desprovido de efeitos colaterais. No domínio cognitivo, danifica a capacidade humana de discriminar intervalos de tempo e distância no espaço, de vigilância, memória e desempenho mental. Na área psíquica, Delta 9-THC pode induzir reações desagradáveis, como pensamentos desconexos, reações de pânico, perturbação da percepção, ilusões e experiências alucinógenas. Entretanto, não existem estudos relatando as conseqüências do uso prolongado do tetraidrocanabinol.

19º lugar da revista Neurobiology of Learning and Memory – D. M. Barros, M. R. Ramirez, I. Izquierdo – Modulation of working, short- and long-term by nicotinic receptors in the basolateral amygdala in rats. (Volume 83, Edição 2 , Março de 2005, Páginas 113-118).

Resumo

Ratos machos foram expostos a treinamento com cânulas bilateralmente implantadas no coração. Receberam infusões de nicotina ou de outras substâncias no complexo do núcleo amidalítico. Na experiência 1 as infusões eram administradas 10 minutos antes do treinamento. Na experiência 2, quatro minutos após o treinamento.

Os animais foram testados três vezes na experiência 1. Cinco minutos após o treino, a memória em trabalho – MT; 90 minutos mais tarde, a memória a curto prazo; e, finalmente, memória a longo prazo -MLP, 24 horas mais tarde. A nicotina realçou a MT, a MCP, e a MLP. Na experiência 2, novamente, a nicotina realçou a memória de curto prazo e a memória de longo prazo. Os resultados indicaram que os receptores de nicotina no núcleo amidalítico participam no regulamento da formação da MT, MCP, e da aquisição e consolidação da MLP.
Autor: OBID
Fonte: OBID