Brasília tem a menor população de fumantes do País

Notícias boas vindas do planalto. Brasília é a capital que proporcionalmente tem uma das menores populações de fumantes do País. A média de dependentes é de 22% enquanto o percentual do Brasil é de 30%. A pesquisa que chegou a esse resultado consultou 916 pessoas, entre homens e mulheres, com idade entre 18 e 65 anos, das classes A e B. Foi realizada em outubro de 2005, sob encomenda do laboratório Pfizer nas capitais Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, e Salvador.

Esse fato positivo pode estar relacionado à uma política de controle do tabagismo mais ativa nesta cidade do que no restante do País. Para o Chefe do Serviço de Pneumologia da Universidade de Brasília – UnB, Dr. Carlos Viegas, o Distrito Federal – DF, tem na sua rede pública 25 centros especializados no atendimento ao fumante.

Para efeito de comparação, basta dizer que em São Paulo existem seis centros de tratamento e em Porto Alegre, onde se registra a maior incidência de fumantes no País, existem apenas três. “Nos últimos três anos, o atendimento no DF passou a contar com a distribuição de medicamentos que auxiliam na diminuição do tabagismo e nesse período já foram atendidos mais de 2 mil pacientes”, diz.

A pesquisa aponta ainda outro dado positivo que é o total de fumantes, 93%, que têm intenção de parar de fumar no país. Desse universo, 90% de fumantes de Brasília afirmam que o fariam em até 6 meses. Enquanto em São Paulo, apenas 67% deles prometem abandonar a dependência no período de 6 meses.

Um dos destaques desse estudo é que embora o tabagismo já seja reconhecido como doença, o índice de pessoas que buscam tratamento ainda é muito baixo.

Cerca de 44% das pessoas que decidem parar de fumar afirmaram que não adotam nenhum procedimento específico para superar a dependência. Um grupo significativo, 32%, acredita na própria força de vontade e cerca de 3% usam repositores de nicotina. Quando perguntados sobre o método ideal, 80% consideram que a força de vontade é mais importante enquanto 42% mencionaram que o ideal seria um remédio que “compense o prazer que o cigarro proporciona”.

Sobre as principais motivações para abandono da dependência estão os filhos e o interesse em preveni-los para os riscos desse problema; saúde e o cheiro que o cigarro deixa nas roupas e cabelo foram outros motivos bastante citados.

Essa pesquisa confirma que o tabagismo é um problema complexo, que exige acompanhamento médico. Um dado que reforça o grau de dificuldade é que, em geral, o fumante só consegue parar na quarta tentativa. Os números também apontam uma relação inversa entre a quantidade de pessoas que querem parar de fumar, 93%, e as que adotam algum tipo de medicação que é de 6%.
Autor: MAXPRESS Net
Fonte: OBID