Estudo diz que grávidas devem continuar tomando antidepressivos

Mudanças hormonais durante a gravidez não protegem as mulheres da depressão, e aquelas que tomam antidepressivos devem continuar, apesar das preocupações sobre os danos para o feto, disseram pesquisadores na terça-feira, 31/01.

“Nós constatamos que pacientes que pararam de tomar antidepressivos durante a gravidez tinham cinco vezes mais chances de voltar a ter sintomas depressivos do que pacientes que decidiram continuar (com os remédios) durante a gravidez”, afirmou Lee Cohen, Médico do Hospital Geral de Massachusetts em Boston que comandou a pesquisa.

A taxa de recaída foi parecida para as mulheres que não estavam grávidas que cortaram ou pararam de tomar antidepressivos, de acordo com o relatório.

O estudo examinou 201 grávidas entre 1999 e 2003 que sofriam de depressão grave antes de engravidar e que mantiveram o uso do remédio ou tentaram eliminá-lo ou reduzi-lo, com medo de danificar o feto.

Cohen disse que torna-se aparente que “gravidez não protege as mulheres contra depressão durante a gravidez” através dos hormônios e outras mudanças biológicas que ocorrem.

O estudo, publicado no Journal of the American Medical Association desta semana, informa que os pesquisadores não constataram que os antidepressivos levam a deficiências nos bebês.

Mas vários relatórios recentes informam uma possível relação entre algumas drogas e má formação no coração e angústias no recém-nascido.

“O objetivo do obstetra e do psiquiatra é receitar as drogas mais seguras para o paciente”, disse Jennifer Wu, Obstetra do Hospital Lenox Hill em Nova York.

Em vez de eliminar antidepressivos durante a gravidez, ela afirma, “um caminho melhor seria reduzir medicamentos e usar a dose menos forte possível”.
Autor: Reuters
Fonte: OBID