Programa educacional contra as drogas e à violência – RN

Em Acari no Rio Grande do Norte, mais de 250 crianças de 10 e 11 anos serão capacitadas pelo Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência – Proerd no primeiro semestre de 2006. O programa, que formou 210 alunos em 2005, é desenvolvido por meio de uma parceria entre a prefeitura, a Secretaria Estadual de Defesa Social e a Polícia Militar.

O curso é ministrado por soldados da PM da região e tem ênfase na cidadania, com orientações sobre os perigos das drogas e do envolvimento com a violência e o vandalismo. Outro caráter do Proerd é valorizar as potencialidades dos jovens, bem como a auto-estima e o poder de decisão deles. Em Acari, 12 turmas do Proerd foram formadas em 2005, todas com alunos do quarto ano do ensino fundamental. Mas o programa também pode atender a uma faixa etária mais ampla, dos nove aos 12 anos.

D.A.R.E

O Proerd tem por base o projeto D. A. R. E. (sigla em inglês, Drug Abuse Resistance Education) criado em 1983 nos Estados Unidos. Hoje a metodologia é aplicada em 58 países e desde 2002 o programa existe em todos os estados do Brasil. O programa chegou ao País em 1992, através da PM do Rio de Janeiro.

No Rio Grande do Norte, o Proerd tem 45 instrutores habilitados, nos municípios de Natal, Macaíba, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, Currais Novos, Cerro Cora, Caicó, Assu, Guamaré, Acari, Ipanguaçú, São Tomé, Parelhas e Jardim do Seridó.

As lições são divididas em módulos para facilitar o aprendizado e principalmente a mensagem a ser transmitida.

Os módulos vistos no programa têm os seguintes temas: Compreendendo os efeitos das drogas que alteram o funcionamento do corpo e da mente, Considerando as conseqüências do uso de drogas, Mudando idéias sobre o uso de drogas, Maneiras de dizer não, Fortalecendo a auto-estima, Ser seguro um estilo de resposta, Lidando com as tensões sem usar drogas, Reduzindo a violência, Tomando decisões e assumindo riscos; Dizendo sim para as alternativas positivas, Exemplos positivos, Resistindo a violência e às pressões das gangues e Tomando a decisão.
Fonte: Diário de Natal