Centro Federal de Educação Tecnológico lança campanha de prevenção ao uso de droga – PB

De cada cem alunos do ensino médio da rede pública de ensino de João Pessoa, 4% dizem que já experimentaram maconha e 1,2% cocaína. Esses são dados levantados pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Uso de Drogas – Cebrid, que também informa que 64,3% desses alunos consomem álcool. Além disso, em todo o Brasil, 15% dos estudantes nessa faixa etária já fizeram uso de solventes.

Diante de dados tão preocupantes, o Centro Federal de Educação Tecnológica da Paraíba – Cefet-PB lançou ontem, 23/03, o Programa de Educação Preventiva ao Uso de Drogas, que vai trabalhar em parceria com a Universidade Federal da Paraíba e o Centro de Formação Profissionalizante – CPDAC, que é estadual. O programa tem o apoio da Secretaria do Ensino Superior do Ministério da Educação, que destinou R$ 55 mil para o trabalho, que pretende atender quase 8 mil alunos do Cefet e do CPDAC até o fim do ano. A expectativa é conseguir ampliar o atendimento em 2007.

De acordo com a Coordenadora do Projeto, Vânia Medeiros, a proposta é experimentar um método de educação preventiva nesta área. “Nosso foco é a dificuldade que o jovem está enfrentando diante do modo de vida que lhe é imposto, quando a droga aparece como uma saída”, explica. Para o Diretor do Cefet, Rômulo Gondim, trabalhar a prevenção é muito mais eficaz do que enfrentar as drogas porque pressupõe “uma abordagem mais carinhosa”. Ele avalia que o papel das escolas é fundamental neste processo, já que é onde o jovem passa mais tempo durante o dia.

No primeiro momento do projeto, que começou a ser executado em dezembro do ano passado, foi realizada uma experiência com 20 jovens das duas escolas, envolvendo dez técnicos das duas instituições. Eles participam de cinco projetos que funcionam três dias na semana, no horário contrário ao das aulas. Gabriela Gabriel Lima, de 16 anos, é aluna do CPDAC, tem amigos que usam drogas e participou deste primeiro grupo. Para ela, a melhor parte é poder passar para frente tudo o que aprendeu nas oficinas e palestras de que participou. “Aprendi a conviver com as pessoas e com meus problemas e que as drogas não podem resolvê-los, mas só piorá-los”, diz.

Além das três instituições, também estão dando apoio ao Projeto a Secretaria de Desenvolvimento Social do município – Sedes, as Polícias Militar e Federal e outras entidades que já atuam na prevenção ao uso de drogas, como a Organização Amor Exigente, responsável por uma das oficinas promovidas para os alunos.
Fonte:Jornal da Paraíba