Fumo pode causar abortos espontâneos e hemorragias

A grávida fumante apresenta mais complicações durante o parto e tem o dobro de chances de gerar um bebê de menores peso e comprimento, em comparação aos filhos de mães não-fumantes. Tais problemas se devem, sobretudo, aos efeitos do monóxido de carbono e da nicotina absorvidos pelo organismo materno sobre o feto.

“Um único cigarro fumado pela gestante é capaz de acelerar em poucos minutos os batimentos cardíacos do feto, um efeito da nicotina sobre o aparelho cardiovascular do bebê”, explica a médica Sabrina Presman, Psicóloga e Coordenadora do Programa Anti-tabagismo da Secretaria Municipal de Saúde do Rio.

Segundo Sabrina, fumar durante a gravidez pode acarretar sérios riscos a saúde do bebê. Entre eles, abortos espontâneos, nascimentos prematuros, bebês de baixo peso, mortes súbitas, complicações com a placenta e hemorragias.

A médica ressalta que, embora os maiores benefícios para o desenvolvimento fetal ocorram se a mãe largar o cigarro no início da gravidez, a interrupção a qualquer momento, até no pós-natal, tem significativo impacto na saúde da família.

Diversos estudos revelam que crianças com 7 anos nascidas de mães que fumaram dez ou mais cigarros por dia na gestação apresentam atraso no aprendizado, em comparação a outras crianças. Estes atrasos são de aproximadamente três meses nas habilidades gerais, de quatro meses na leitura e de cinco meses na matemática, confirma a médica.

Há também uma maior prevalência de problemas respiratórios (bronquite, pneumonia, bronquiolite) em crianças de zero a 1 ano de idade que residem com fumantes. E, segundo Sabrina Presman, quanto maior o número de tabagistas na casa, maior a probabilidade de infecções respiratórias nas crianças, chegando a 50% naquelas que moram com mais de dois fumantes.
Fonte: Inca