Anfetaminas

As anfetaminas são drogas estimulantes da atividade do sistema nervoso central – SNC, isto é, fazem o cérebro trabalhar mais depressa. São sintéticas, fabricadas em laboratório e cada uma delas pode ser comercializada sob forma de remédio, por vários laboratórios e com diferentes nomes comerciais.

Deixam as pessoas “acesas” “ligadas”, com menos sono e elétricas. São chamadas de “rebite”, principalmente entre os motoristas que precisam dirigir várias horas seguidas sem descanso, a fim de cumprir prazos predeterminados.

Também são conhecidas como “bola” por estudantes que passam noites inteiras estudando, ou por pessoas que costumam fazer regimes de emagrecimento sem acompanhamento médico.

Quando uma anfetamina é continuamente tomada, a cada dia a droga produz menos efeito, assim para obter o que deseja a pessoa precisa tomar doses maiores. Há até casos que de 1 a 2 comprimidos a pessoa passou a tomar até 40 a 60 comprimidos diariamente.

O tempo prolongado de uso também pode trazer uma sensibilização do organismo aos efeitos desagradáveis (paranóia, agressividade, etc.) ou seja, com pequenas doses o indivíduo já manifesta esses sintomas.

Ao que se sabe, algumas podem ficar em um estado de grande depressão, difícil de ser suportada, entretanto, não é regra geral.

Efeitos no cérebro

As anfetaminas agem de maneira ampla, afetando vários comportamentos do ser humano. A pessoa sob sua ação tem insônia (isto é, fica com menos sono), inapetência (perda de apetite), sente-se cheia de energia e fala mais rápido, ficando muito agitada.

É capaz de executar uma atividade qualquer por mais tempo, sentindo menos cansaço. Esse só aparece horas mais tarde, quando a droga já se foi do organismo; e se nova dose for tomada as energias voltam, embora com menos intensidade.

De qualquer maneira, as anfetaminas fazem com que o organismo reaja acima de sua capacidade, realizando esforços excessivos, que, logicamente, são prejudiciais à saúde.

E o pior é que a pessoa ao parar de tomar sente uma grande falta de energia (astenia), ficando bastante deprimida, não conseguindo realizar as tarefas normais que fazia anteriormente ao uso dessa droga.

Dosagem tóxica

Se uma pessoa exagera na dose, todos os efeitos anteriormente descritos ficam mais acentuados e podem surgir comportamentos diferentes do normal: mais agressividade, irritação, suspeita de que os outros estão tramando contra ela – é o chamado delírio persecutório.

Dependendo do excesso da dose e da sensibilidade da pessoa, pode ocorrer um verdadeiro estado de paranóia e até alucinações. É a psicose anfetamínica. Os sinais físicos ficam também muito evidentes: midriase ( pupilas dilatadas) acentuada, pele pálida (devido à contração dos vasos sanguíneos), taquicardia e hipertensão.

As intoxicações são graves, e a pessoa geralmente precisa ser internada por algum tempo até ficar totalmente livre da droga. Às vezes, durante a intoxicação, a temperatura aumenta muito e isso é bastante perigoso, pois pode gerar convulsões.

Trabalhos recentes com animais de laboratório mostram que o uso continuado pode levar à degeneração de determinadas células do cérebro, produzindo lesões irreversíveis nos usuários.
Fonte: O Tempo