Fronteira no Amazonas é rota de droga colombiana, informa relatório norte-americano

O Chefe da Divisão de Repressão a Entorpecentes da Polícia Federal, Julio Bortolato, informou no dia 27/04, ao comentar o Relatório Anual de Estratégias de Controle Internacional de Narcóticos do Departamento de Estado norte-americano, que a droga destinada à exportação é trazida ao Brasil principalmente da Colômbia, por meio da fronteira com o Amazonas.

Segundo ele, a droga colombiana é a mais procurada pelos outros países, devido a sua qualidade. O relatório aponta que a droga é levada aos portos do Nordeste brasileiro, para ser revendida na Europa, África e Oriente Médio.

“Em face de determinadas circunstâncias, como a pureza (da cocaína), o que se cobiça mais no mercado internacional é a droga oriunda da Colômbia. Para chegar aos centros consumidores de maior poder aquisitivo, como a Europa, os Estados Unidos e a Ásia, a droga passa por variadas rotas. E uma delas é o Brasil”, disse. “Então, os rios e o espaço aéreo da fronteira do Brasil com a Colômbia são bastante controlados.”

Bortolato informou que o aumento do controle nas fronteiras da Colômbia e da Bolívia fez com que, recentemente, traficantes passassem a usar o Paraguai como rota alternativa para a entrada de drogas no Brasil. “O Paraguai, que até alguns anos atrás, era tido somente como um produtor de maconha, hoje também distribui cocaína”, disse.

Hoje, de acordo com o Coordenador de Operações de Fronteira da Polícia Federal-PF, Mauro Spósito, existem 29 postos de controle permanente, concentrados nas fronteiras com a Colômbia, Peru e Bolívia. Ainda neste ano, informou, o Paraguai também deverá ganhar postos.

O relatório do Departamento de Estado norte-americano destaca que o trabalho brasileiro para a redução do narcotráfico vem apresentando resultados positivos, graças principalmente a melhorias no uso da inteligência e à Lei do Abate, implementada em 2004. Essa lei permite à Força Aérea Brasileira derrubar aviões suspeitos de envolvimento com o tráfico.
Fonte: Agência Brasil