Fora com as anfetaminas

Para alguns, enxugar a silhueta significa tomar moderadores de apetite à base de anfetamina, as famosas “bolas”. O Brasil, segundo relatório publicado pela Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes – Jife, é o País que mais consome anorexígenos, remédios derivados da anfetamina usados para controlar o apetite. A falta de fiscalização em consultórios e farmácias contribui para facilitar o acesso aos moderadores de apetite.

“Há mulheres que não querem ter o trabalho de emagrecer, querem ser emagrecidas por um especialista. Por isto, procuram médicos conhecidos por prescreverem fórmulas com substâncias que inibem o apetite e estimulam a saciedade”, revela o Endocrinologista Márcio Mancini. “Quem escolhe emagrecer com remédios milagrosos geralmente sofre com efeitos colaterais graves e vira vítima do efeito sanfona”, alerta. Há diferentes classes de moderadores de apetite. Os mais usados de forma indiscriminada são os que contém derivados da anfetamina, droga estimulante do sistema nervoso central. Por serem mais baratos, também são os mais consumidos por quem quer perder peso rápido sem ter muito trabalho.

As fórmulas à base de anfetamina, acrescenta o médico, alerta Santos, causam tanta dependência quanto drogas pesadas. “A anfetamina é uma substância psicotrópica (que atua no cérebro) que causa dependência da mesma forma que várias drogas ilícitas como a cocaína e o êxtase, e pode facilmente causar dependência física e psicológica”, diz.

E quem não está muito acima do peso fica muito mais exposto aos efeitos colaterais da droga como depressão, ansiedade, insônia, taquicardia, irritabilidade, tonteiras e pressão alta. “Além disso, a medicação pode afetar a tireóide, que pode ficar lenta por um período após a suspensão das fórmulas, facilitando o ganho de peso”, explica Mancini.
Fonte: Amazônia Hoje