Fumantes passivos: cigarro faz vítimas involuntárias

É proibido fumar. Esta é a determinação da Lei Federal nº 9.294/96 que proíbe o uso de qualquer tipo de cigarro ou de outros derivados do fumo em local coletivo, privado ou público. Mas, todos sabem que ela nem sempre é cumprida, fato que leva inúmeras pessoas a serem fumantes passivas e, conseqüentemente, têm mais chances de desenvolver doenças relacionadas ao cigarro.

No Dia Mundial Sem Tabaco, o Pneumologista e Diretor da Medical, João Carlos Rodrigues de Almeida, alerta para o risco que corre os fumantes passivos. Para o Médico, elas, muitas vezes, são vítimas involuntárias que não têm escapatória.

Fumantes passivos também sofrem os efeitos imediatos da poluição tabagística ambiental, tais como irritação nos olhos, manifestações nasais, tosse, cefaléia, aumento de problemas alérgicos, principalmente das vias respiratórias e aumento dos problemas cardíacos, principalmente elevação da pressão arterial e angina (dor no peito). O Especialista chama a atenção para a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica – DPOC, um problema grave, mas ainda pouco conhecido pela população e que também pode afetar o não-fumante que convive com um.

O ambiente doméstico, na opinião do Médico, é o mais grave. Ele alerta para este local porque é onde pode habitar crianças, que de todos fumantes passivos, são as mais prejudicadas. “Os filhos de pais que fumam têm uma incidência elevada de asma, bronquite e infecções respiratórias. Sem contar, que estas crianças têm maior probalidade de ser os futuros adultos fumantes”, alertou.

Um outro ambiente que mais faz fumantes passivos é local de trabalho. Almeida orienta que estas pessoas procurem sempre ficar em locais onde há maior ventilação para que a fumaça possa ser diluída mais rapidamente.
Para se ter uma idéia da gravidade da situação de um fumante passivo, o especialista deu um exemplo: “De cada 20 cigarros acesos, um não-fumante inala cerca de 1%”. De acordo com o Ministério da Saúde, o ar poluído pela fumaça do tabaco contém três vezes mais nicotina e monóxido de carbono e até 50 vezes mais substâncias cancerígenas do que a fumaça que entra pela boca do fumante depois de passar pelo filtro do cigarro.

Almeida ressalta que isto só vale para ambientes fechados. O fato é que, no Dia Mundial Sem Tabaco, o Pneumologista afirma que todos os fumantes precisam de ajuda para acabar com a dependência. “Ajuda dos amigos e da família porque se trata de uma dependência física e também psicológica”, concluiu.
Fonte:Gazeta de Limeira