77% dos estudantes já provaram álcool – SP

Estudos sobre o consumo de drogas entre jovens são cada vez mais importantes ferramentas para a definição de políticas públicas para prevenção do problema, principalmente em função dos prejuízos sociais, psíquicos e biológicos a que estão expostos os usuários. Um estudo com 1.035 estudantes de São José do Rio Preto – SP que acaba de ser publicado na edição de junho da revista Cadernos de Saúde Pública, da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca – Ensp da Fiocruz, traz novos indicativos sobre o uso de drogas lícitas e ilícitas entre jovens brasileiros.

O álcool foi indicado como a droga mais consumida por 77% dos jovens que participaram do estudo, seguido por tabaco (28%), solventes (18,1%), maconha (12,1%), anfetaminas (3,7%), cocaína (3,3%), alucinógenos (3,1%) e crack (1,4%). Em relação à freqüência de uso, a maconha foi referida como a droga que foi usada pelo menos uma vez nos sete dias anteriores à pesquisa por 2,8% dos alunos que participaram do estudo, seguida por solventes, com 1,3%.

Os pesquisadores também perguntaram qual era a droga que o grupo havia usado pelo menos uma vez na vida e em que período do dia, à noite ou pela manhã. Novamente o álcool, com 75,9%, seguido pelo tabaco com 23,8%, solventes (18,7%) e maconha (7,8%), foi a droga mais usada pelos estudantes pelo menos uma vez. O período noturno teve prevalência significativamente superior, segundo os autores da pesquisa, para tabaco, maconha, cocaína e alucinógenos. A pesquisa investigou ainda o consumo entre meninos e meninas. Álcool, maconha, cocaína e crack apresentaram consumo estatisticamente superior para o sexo masculino.

A maioria dos estudantes ouvidos (56,6%) tinha entre 16 e 17 anos, 67% moravam com pai e mãe e 61,7% declaram-se católicos. Para os autores do trabalho, a adolescência constitui uma época de exposição e vulnerabilidade ao uso de drogas, por isso torna-se importante conhecer os riscos do abuso de drogas e agir de forma preventiva. Os pesquisadores são ligados à Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto e à Superintendência de Controle de Endemias do município, que fica a 442 quilômetros da capital. “O estudo verificou uma prevalência de consumo de substâncias psicoativas semelhante à encontrada em outros estados”, escreveram os autores.
Autor: Paraná-Online
Fonte: OBID