Médicos mudam maneira de tratar o tabagismo

Segundo o estudo “Stop – Fumar: a opinião dos médicos”, feito por uma empresa farmacêutica americana com mais de 2800 médicos de 16 países, os profissionais da saúde estão apostando em um plano efetivo e individual para cada caso de dependência antes de indicarem fórmulas milagrosas contra o fumo.

Em média, um médico passa seis minutos da consulta conversando sobre o tema com seus pacientes fumantes. Entre os famosos adesivos e gomas de nicotina que prometem exterminar a dependência, chegará aos mercados em 2007 a Vareniclina, uma nova opção que age diretamente nos “interruptores” de nicotina no cérebro, e que por isso reduz o desejo de fumar.

Enquanto o medicamento não está disponível, os médicos brasileiros preferem indicar atividades físicas, ingestão de líquidos e redução no consumo de café e outros estimulantes para driblar a vontade de fumar.

O estudo ainda aponta que o tabagismo está em primeiro lugar com uma larga vantagem sobre os demais fatores de risco de morte: sedentarismo, dieta inadequada, consumo de álcool e obesidade.

Para os médicos do Hospital Oswaldo Cruz, em São Paulo, “se você parar de fumar agora, em dois dias seu olfato perceberá melhor os cheiros e seu paladar degustará melhor a comida. E mais: em três semanas sua respiração ficará mais fácil”.

A psiquiatra Analice Gigliotti, chefe do Setor de Dependência Química da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, confessa que parar de fumar não é fácil. “Eu mesma fumei meu primeiro cigarro aos 11 anos”, diz ela em um de seus artigos.

Analice não fuma há 25 anos e hoje indica a força de vontade para os seus pacientes. “Marque uma data, diga aos amigos, jogue fora os cinzeiros e isqueiros e use a sua força no período inicial” aconselha a médica.
Autor: Terra
Fonte: OIBD