Hábito de fumar pode ser eliminado a partir de abordagem psicológica

Em 2007 São José do Rio Preto – SP terá acesso a uma pesquisa que está sendo concluída pela Psicóloga Juliana Bilachi. Desde 2000 ela observa e trata fumantes que desejam abandonar a dependência. A prática começou no Instituto de Moléstias Vasculares – IMC de Rio Preto, porém, o estudo teórico está sendo desenvolvido no curso de especialização da Faculdade de Medicina de Rio Preto – Famerp.

A proposta da Psicóloga é a abordagem sistêmica, que estuda o indivíduo em relação com a família, a sociedade, o ambiente de trabalho e até mesmo as relações intrapessoais. “Descobri que, se trabalhar apenas o comportamento do fumante, a probabilidade de uma recaída é muito alta”. De acordo com a Psicóloga, o dependente do cigarro tem consciência dos malefícios, mas não acredita na possibilidade de acontecer com ele.

No consultório, o trabalho terapêutico pode ser feito individualmente ou em grupo de até cinco pessoas. Nas sessões semanais Juliana trabalha com seus pacientes temas como a religiosidade, a família, a rede social, a comunicação, crenças, mitos, as fases do fumante e até o luto. “Um dos aspectos trabalhados é a capacidade do fumante transformar momentos difíceis em recursos de ajuda, que fazem diferença na vida.”

O trabalho no IMC terminou em janeiro de 2005 e os números apresentados pela Pesquisadora impressionam: de 460 pacientes submetidos ao tratamento, 322 (ou 70%) pararam de fumar. Do total, 26 tiveram recaídas (8%), mas nove decidiram reiniciar o trabalho. Desses nove, seis conseguiram abandonar o vício.

Além disso, a psicóloga criou, em março, um grupo de apoio com cinco participantes – quatro mulheres e um homem – em um consultório da cidade, hoje apenas uma mulher continua fumando. No começo os encontros do grupo eram semanais e duravam uma hora e meia. Hoje, na fase de manutenção, as reuniões são mensais.
Autor: Bom dia Rio Preto
Fonte: OBID