Carnaval : Nova arma contra o álcool ao volante – MG

A mais nova arma da Polícia Rodoviária Federal – PRF para punir a imprudência responde pelo nome de “etilômetro”. Além de aumentar o número de radares neste carnaval, a corporação vai usar esse tipo de aparelho mais moderno que o bafômetro tradicional para medir o teor de álcool no hálito dos motoristas. Em Minas, cada um dos 42 postos de fiscalização vai ser equipado com pelo menos um deles, que, além de apontar a presença de álcool no organismo, são capazes de verificar a sua concentração. Apesar do reforço na fiscalização, quem viajar vai encontrar estradas dignas de rali neste feriado. Mapeamento dos departamentos de Estradas de Rodagem (DER-MG) e de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) indica nada menos que 123 trechos críticos na malha rodoviária. A previsão é de chuvas em todo o estado.

Com a adoção do etilômetro, o bafômetro tradicional deve ser, definitivamente, aposentado nas BRs de Minas. A PRF, em Brasília, explica que, em todo o país, o órgão encomendou 256 equipamentos. Segundo ela, a tecnologia ajudará os patrulheiros a identificar, com mais precisão, quem dirige sob efeito de álcool. O aparelho emite um comprovante impresso, que aponta o teor de álcool presente no sopro. O limite é de 0,3 miligrama por litro de ar expelido. O documento será anexado ao auto de infração e o policial poderá, na hora, apreender o veículo e a carteira do infrator , afirma.

De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), dirigir alcoolizado é crime. O infrator responde a processo criminal, cuja pena prevista é de três meses a dois anos de prisão. A Lei de trânsito prevê, ainda, o pagamento de multa de R$ 957,60. O Departamento de Trânsito (Detran) abre processo administrativo, que pode resultar na proibição ou suspensão do direito de dirigir.

O chefe do Núcleo de Comunicação Institucional da PRF em Minas, inspetor Aristides Amaral Júnior, diz que o etilômetro ajudará bastante os fiscais, já que o carnaval é, tradicionalmente, um feriado festivo e o consumo de bebidas aumenta, principalmente nas estradas mais próximas a áreas urbanas. Ele avisa que quem se recusar a baforar no aparelho pode ser encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para a coleta de sangue. O policial pode, ainda, aplicar as punições, baseando-se nos sintomas apresentados pelo condutor. O procedimento foi autorizado, recentemente, por resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).
Fonte:Diário da Tarde