Risco de contágio aumenta no Carnaval

O Carnaval é uma das festas mais apreciadas pelos brasileiros, no entanto, exige atenção redobrada com a saúde. Nesta época, cresce o risco de propagação de doenças sexualmente transmissíveis – DSTs, principalmente a AIDS e a Hepatite B. A maior facilidade de contágio se deve ao consumo excessivo de álcool e o uso indevido de drogas, que reduzem a atenção e deixa as pessoas mais relaxadas, inclusive quanto às atitudes preventivas, como uso de preservativos e não-compartilhamento de seringas e agulhas.

Com propagação até 100 vezes maior do que a AIDS, a Hepatite B, que provoca inflamação no fígado, está entre as DSTs mais preocupantes. Freqüentemente, a doença se desenvolve de maneira assintomática, o que dificulta o diagnóstico. Em 20% dos pacientes, o quadro evolui para forma crônica, causando danos sérios ao organismo, como cirrose e câncer. A Secretaria de Estado da Saúde alerta que o tratamento tardio ou inadequado pode levar o paciente para filas de transplante. Em todo o País, o número de infectados por Hepatite B é estimado em três milhões de pessoas. Além da relação sexual sem uso de preservativo, a doença pode ser transmitida pelo uso de agulhas e objetos cortantes contaminados e por transfusão sangüínea sem testagem.

Outros males

O sexo sem proteção e o comportamento mais liberado, característico do carnaval, também aumentam risco de transmissão de outras DSTs, como sífilis, gonorréia, herpes genital e cancro mole. “Quem possui algum tipo de DST tem 18 vezes mais chances de contrair o vírus HIV do que indivíduos saudáveis”, alerta o Coordenador do Programa Municipal de DTSs/AIDS, Marcos Trajano.

Ele compara o esperma ao meio de transporte do vírus e o sangue, à casa do vírus HIV. “Quando o esperma contaminado encontra uma ferida, por menor que seja, nos órgãos sexuais, coloca o HIV em contato direto com a corrente sangüínea”. Citando dados do Ministério da Saúde, Trajano informa que cerca de 40% da população brasileira têm algum tipo de DST, mas desconhece essa situação.
Fonte: Tribuna de Minas – MG