União amplia tratamento de drogas

O Coordenador de Saúde Mental do Ministério da Saúde, Pedro Gabriel Delgado, defende a ampliação do tratamento de dependentes de álcool e drogas no Brasil com atendimento em ambulatórios e hospitais públicos. Atualmente, há capacidade de internações breves nessas instituições, mas tratamentos específicos somente em 140 centros especializados no país, conhecidos como Centros de Atenção Psicossocial de Álcool e Drogas – Caps AD. “Sem dúvida os Caps vão ser ampliados, mas temos que também aumentar os ambulatórios e a capacidade dos hospitais gerais para atender a situações mais graves relacionadas ao consumo de drogas”, afirma Delgado.

Na direção do Departamento de Ações em Saúde da Secretaria Estadual da Saúde, Sandra Sperotto explica que esse tipo de atendimento é de competência dos municípios com suporte técnico da secretaria e parte do financiamento a cargo do Ministério da Saúde. Informa que há 128 Caps em funcionamento no Estado, sendo nove AD. “Todos os Caps fazem atendimento em álcool e drogas, mas os AD são especializados e estão em municípios com mais de 200 mil habitantes”. Sandra cita que o Estado conta ainda com 104 ambulatórios de saúde mental atendendo em municípios menores. “Nos 47 municípios com menos de 5 mil habitantes, que não comportam ambulatórios e Caps, estão sendo reforçadas as equipes do Programa de Saúde da Família para o atendimento”, acrescenta a Diretora.

Para Sandra, a proposta de ampliação do serviço é bem-vinda desde que acompanhada de agilização do ministério no cadastramento de Caps, para recebimento de recursos, e de qualificação dos serviços. “Em janeiro de 2003, tínhamos 55 Caps e estamos com 128, sendo que 38 ainda precisam ser habilitados pelo ministério”, ilustra. Revela a existência de 678 leitos psiquiátricos em hospitais gerais, que são os serviços de referência para internação em álcool, drogas e saúde mental. “Criamos um estímulo por meio de programas como o Parceria Resolve que resultou em aumento de leitos de 430, em 2003, para 678 em 2006”.
Fonte: Correio do Povo