Maconha três vezes mais prejudicial

Ela não tem a mesma qualidade nem o mesmo efeito sobre seus consumidores, já que está cada vez mais potente. A maconha atual é até três vezes mais tóxica que a de 15 anos atrás. A razão disso é que a droga tem sido comercializada com uma maior concentração de tetrahidrocanabinóides – THC, princípio ativo da planta. O alarme foi dado pela Diretora do Instituto Nacional sobre o Abuso de Drogas dos Estados Unidos, Nora Volkow.

Volkow, uma das maiores especialistas em abuso de narcóticos, explicou que nas décadas de 80 e 90, os cigarros de maconha apresentavam uma concentração de THC de aproximadamente 2%, enquanto atualmente esta percentagem é, “pelo menos”, de 6%, sendo que em alguns casos pode chegar a 18%.

Isso acontece porque, no mercado de drogas, quanto maior a concentração de tetrahidrocanabinóides, de maior qualidade é considerada a maconha, e mais alto fica o seu preço. Por esta razão, os produtores da planta tratam de oferecê-las com a maior quantidade possível de THC, já que assim aumentam seu lucro, explicou Volkow.

A maconha, portanto, “é muito mais poderosa agora do que antes”, o que explica, segundo a Especialista de origem mexicana, o “grande aumento” nos últimos anos do número de atendimentos de emergência em hospitais associados ao consumo da droga, sobretudo de surtos psicóticos.

“O que gera mais preocupação no mundo médico é o aumento dos surtos psicóticos associados ao consumo de maconha, algo que pode ser muito devastador para a pessoa que o sofre”, afirmou a Especialista, para quem estes efeitos mostram que a maconha “é mais prejudicial do que muita gente quer pensar”.
Fonte: DIÁRIO DA MANHÃ-GO