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Vale a pena fumar?

Os malefícios do tabaco são provenientes, em grande parte, das minúsculas partículas de alcatrão nele incluídas. O cigarro contém substâncias cancerígenas e co-cancerígenas, portanto causadoras de câncer. A fumaça do cigarro é composta ainda de 2% a 6% de monóxido de carbono, um gás tóxico que dificulta o transporte e utilização do oxigênio. Esses compostos também alteram o funcionamento dos microscópicos cílios do sistema respiratório. Como esses cílios têm a função de limpar as vias respiratórias e livrar os pulmões de partículas indesejáveis, tais como bactérias e compostos químicos nocivos, o fumante também é mais propenso a adoecer de doenças respiratórias.

Metade dos seis tipos de câncer que mais matam no Brasil tem o cigarro como fator de risco. O fumo é responsável por 90% dos casos de câncer de pulmão, causador de 12 mil mortes por ano no país. No pulmão, além de câncer, o uso do cigarro promove várias outras doenças graves. O enfisema e a bronquite, doenças pulmonares obstrutivas crônicas, são doenças graves causadas, na grande maioria das vezes, pelo hábito de fumar. Além disso, o cigarro está relacionado à causa de tumores malignos em vários outros órgãos como: a boca, laringe, pâncreas, rins e bexiga.

Das mortes causadas pelo fumo 25% são decorrentes de doenças coronarianas, como infarto do coração. Os fumantes correm quase o dobro do risco dos não fumantes de sofrer um infarto do miocárdio ou morte por doenças coronarianas. O cigarro causa lesões nos vasos sanguíneos de todo o corpo, propicia acidentes vasculares cerebrais, mais conhecidos como “derrames”, e aumenta a concentração de LDL – colesterol “mau” e diminui a concentração de HDL – colesterol “bom” – no sangue.

O fumante passivo é aquele que não fuma, porém respira a fumaça do cigarro de outras pessoas. As crianças são as maiores vítimas do fumo passivo. Os filhos de mães que fumaram durante a gravidez tendem a nascer com peso e altura inferiores aos filhos de mães não fumantes. A criança que convive com fumantes, está mais sujeita a se tornar um fumante e a fumar mais precocemente.

A intervenção ao tabagismo é muito efetiva considerando-se os custos de tal ação. A diminuição do tabagismo está relacionada com a diminuição do número e gravidade de doenças cardiovasculares e pulmonares, do câncer, e das hospitalizações. Essa diminuição está relacionada também com menor número de recém nascidos de baixo peso e menor incidência de distúrbios físicos, cognitivos e emocionais nos filhos de mães que fumaram durante a gestação. Ou seja, é melhor e mais barato gastar com a prevenção ao fumo que cuidar dos problemas por ele causado. Gastando menos com as doenças causadas pelo tabagismo o governo terá mais recursos para investir em outras áreas da saúde.

O hábito de fumar atinge hoje mais de 70% da população brasileira e vem preocupando não só a sociedade médica, mas também entidades governamentais. A cada hora, 10 pessoas morrem no Brasil por doenças relacionadas ao cigarro. No mundo, morrem mais de quatro milhões de pessoas por ano. A Organização Mundial de Saúde, OMS, divulgou a comprovação da relação entre o consumo do cigarro e o desenvolvimento de câncer de pulmão em 90% dos casos.

O consumo de cigarros, charutos, cachimbo, fumo de rolo e rapé, leva ao organismo mais de 4.700 substâncias tóxicas, incluindo nicotina, monóxido de carbono (o mesmo gás venenoso que sai do escapamento de automóveis), alcatrão, agrotóxicos e substâncias radioativas, que propiciam o desenvolvimento de câncer. Além disso, esses componentes causam dependência, o que potencializa ainda mais os efeitos negativos no corpo humano como câncer de pulmão, bexiga, boca, laringe e pâncreas, hipertensão arterial, infarto, derrames cerebrais, bronquite crônica, enfisema e úlcera gástrica, entre vários outros.

“Os fumantes adoecem com uma freqüência duas vezes maior que os não fumantes, têm menor resistência física, menos fôlego, pior desempenho nos esportes e na vida sexual, envelhecem mais rapidamente e apresentam um aspecto físico menos atraente, pois ficam com os dentes amarelados, pele enrugada e impregnada pelo odor do fumo”, completa a Médica oncologista Edra Domingues P. de Oliveira.

Prevenção é a palavra chave para manter a saúde e possuir hábitos saudáveis é indispensável eliminando dependências como bebidas e fumo.

Existem pesquisas científicas hoje, que comprovam que a compulsão pelo uso do cigarro dura, no máximo, cinco minutos.

Qual o tratamento indicado contra o tabagismo?

O princípio básico para o tratamento é o desejo em parar de fazer uso do tabaco. O tratamento específico para o fumante é o apoio psicológico que pode ou não vir acompanhado de uma terapia farmacológica, por meio de um antidepressivo que é a bupropiona, e a reposição de nicotina com o uso de chicletes, adesivos transdérmicos, spray nasal e inalantes. A indicação de exercícios físicos também é adequada. Deve-se ressaltar que parar de fumar em qualquer idade traz ganhos para a saúde da pessoa.

Vale a pena parar de fumar!

A publicidade dirigida principalmente aos jovens, passa a falsa imagem de que fumar está associado ao bom desempenho sexual e esportivo, ao sucesso, à beleza, à independência e à liberdade. As pessoas começam a fumar principalmente influenciadas pela publicidade maciça do cigarro nos meios de comunicação de massa. Pais, professores, ídolos e amigos também exercem uma grande influência. A publicidade direta é feita por anúncios atraentes e bem produzidos, já a indireta é feita por meio dos ídolos e modelos de comportamento em geral.

Vale a pena nem começar a fumar!
Fonte: Brasília em Dia – OBID