Médicos de Pernambuco são avaliados

O Sindicato dos Médicos de Pernambuco – Simepe divulgou em 28/06, à tarde, o resultado da pesquisa “Perfil dos Médicos Pernambucanos 2007”. Foram apontados pelo estudo dados importantes relacionados a questões como: o perfil sócio demográfico, o perfil acadêmico, a conduta e procedimento dos médicos, a situação no mercado de trabalho, além de uma avaliação dos hábitos e costumes da classe. A pesquisa foi realizada com 403 médicos, no período de 23/03 a 26/04 de 2007.

Segundo o Presidente da entidade, Mário Fernando Lins, o objetivo do levantamento é coletar subsídios para delinear o perfil dos médicos, em exercício, no Estado e, com isso, melhorar a vida dos doutores. “Com a análise dos hábitos, preferências, atitudes no âmbito profissional e pessoal, em mãos, poderemos ajudá-los a conseguir uma melhor qualidade de vida”, afirmou. A primeira pesquisa foi realizada em 2001.

Os números revelaram facetas curiosas dos médicos pernambucanos como, por exemplo, o índice de consumo de álcool entre eles. De acordo com o levantamento, 65% dos entrevistados não bebem, 29% consomem bebidas eventualmente e apenas 3% confirmou beber regularmente. “Eu não posso duvidar dos números da pesquisa, mas vamos nos aprofundar nesse ponto”, disse Mário Lins. “Os médicos estão fumando menos. Apenas 6% confirmaram a dependência”, disse.

Apesar dos bons índices, a pesquisa também mostrou um lado preocupante da profissão. Cerca de 18% dos médicos disseram conhecer colegas usuários de drogas lícitas e ilícitas. Dentre as elas, foram citadas como responsáveis por 34% da dependência os psicotrópicos – estimulantes, seguidos da morfina – Petinina 34%, maconha 21%, álcool 16%, cocaína 5%, e Meperidina – estimulante 3%. A especialidade com o maior número de médicos dependentes de drogas lícitas e ilícitas, segundo o balanço da pesquisa, é a Anestesiologia com 46%. “São profissionais que têm que trabalhar sob muito estresse e necessidade de constante de atenção, no momento em que estão atuando”, explicou Mário Lins.
Fonte: Folha de Pernambuco – OBID