Tabaco: o vilão das doenças circulatórias

A prática do fumo tornou-se cada vez mais comum na sociedade atual. Não só entre os adultos, mas entre os jovens. Diversas pesquisas apontam que, nos últimos 15 anos, a idade em que meninas e meninos começam a fumar é cada vez mais cedo.

Para se ter uma idéia, os fumantes têm até três vezes mais derrame cerebral do que os não-fumantes. De cada dez pacientes com arteriosclerose periférica, nove são fumantes. Uma doença chamada tromboangeite obliterante ou Artrite de Buerge, que acomete geralmente homens jovens a partir dos vinte anos numa proporção de cinco para um, só ocorre em fumantes.

“O tabaco ataca o endotélio – a camada íntima do vaso, principalmente nas pessoas mais propensas, gerando uma vasoconstrição, evoluindo até a uma lesão vascular, que pode inclusive provocar uma trombose”, explica o angiologista e cirurgião vascular Dr. José João Lopes.

Cada maço de cigarros consumido aumenta a possibilidade do surgimento de varizes e conseqüentemente a sua gravidade. As veias aparecem em maior número e ficam mais grossas. Até os tratamentos são afetados: a escleroterapia, por exemplo, será mais demorada e menos eficaz.

Quanto mais cigarros fumados, há mais riscos para o sistema circulatório. “É fácil de imaginar que o ato de parar de fumar significa não só a diminuição de causas de morte, mas também uma grande melhora na qualidade de vida”, comenta o Dr. José João Lopes.

Fonte: Olhar Direito Online – OBID