Caso de Rebeca Gusmão segue sob sigilo

A Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos – CBDA segue sem dar detalhes sobre a suspeita de doping envolvendo a nadadora Rebeca Gusmão. No último dia 25, a Corte Arbitral do Esporte – CAS atendeu a um pedido da Federação Internacional de Natação – Fina e enviou notificação à CBDA dando um prazo de 20 dias para que a entidade apresente explicações. No entanto, a confederação não revela como está conduzindo o caso.

“Esse é um assunto que eu não posso comentar por orientação da Fina e da CAS”, afirmou o presidente da CBDA, Coaracy Nunes Filho. “Qualquer assunto que mexa com doping é assunto sigiloso. Só posso garantir que não há nada com a Rebeca e que ela vai viajar para a Copa do Mundo”, continuou, citando a competição cuja primeira etapa será disputada entre 20 e 21 de outubro na África do Sul.

A preocupação da Fina é de que os níveis anormais de testosterona encontrados em um exame antidoping realizado por Rebeca, em maio de 2006, tenham ocorrido por uso de esteróide anabolizante. Uma contraprova feita por Rebeca em agosto daquele ano repetiu o primeiro resultado, e o caso se arrasta há 16 meses.

O advogado da atleta, Breno Tannuri, não está trabalhando no caso porque não recebeu qualquer informação por parte da CBDA nem da própria Rebeca. “Falei com ela na sexta-feira e nada. Quando a Rebeca pergunta para o Coaracy sobre o assunto, ele diz que é sigiloso e que ela deve apenas continuar treinando”, afirmou.

O advogado preferia outra conduta. “Só não entendo que sigilo ele está guardando. Eu acho que, para a CAS, é importante ouvir a Rebeca. Pode ser uma ação da Fina contra a CBDA, mas, à medida que se envolve um atleta, é natural que queriam ouví-la. Até porque esse é um direito universal do ser humano. Mas no momento não tem nada. Falei ontem (04/10) com a manager dela, Gisliene Hesse, e não há nenhuma informação”, acrescentou.
Fonte: Jornal de Brasília – DF -OBID