Jovens começam a beber cada vez mais cedo no Nordeste

Do lado de fora, os carros de luxo indicam a condição social dos freqüentadores que se destacam pela juventude: rapazes e moças da classe média e alta. Mas, não se trata de nenhum ambiente da moda ou de uma festa concorrida. Duas vezes por semana eles se reúnem em um núcleo dos Alcoólicos Anônimos – AA.

Dos cerca de 50 participantes, em torno de trinta têm no máximo 25 anos, alguns têm apenas 15. Realidade que confirma os números do Levantamento Nacional sobre os Padrões de Consumo de Álcool na População Brasileira. Elaborada pela Secretaria Nacional Antidrogas – Senad em parceria com a Universidade Federal de São Paulo – Unifesp, a pesquisa mostra que a maior incidência de consumo das bebidas alcoólicas está na faixa etária de 18 a 24 anos.

Pais que bebem dão mau exemplo

Foi ainda criança que o universitário de 26 anos, há seis meses no AA, e que coordena grupo de ajuda semelhante em uma igreja no Farol, entrou em contato com as drogas. “Aos dez anos eu bebia todo fim de semana; e só bebidas destiladas”, relata. Aos 14, passou a usar maconha, aos 16 experimentou cocaína e aos 17, um amigo que retornou dos Estados Unidos lhe trouxe LSD e êxtase, na época, ainda pouco conhecido no Brasil.
Fonte: GAZETA DE ALAGOAS-AL (com alterações) – OBID