Estudo revela quem são os maiores usuários de esteróides anabolizantes

O usuário típico de esteróides anabolizantes androgênicos não é o adolescente ou o atleta, mas o homem de cerca de 30 anos, bem educado e com renda alta, segundo um estudo publicado no dia 11/10 na revista da Sociedade Internacional de Nutrição Esportiva.

O estudo indicou que o motivo principal para o uso desses compostos é o aumento da musculatura. Foram ouvidos 2.663 homens e mulheres em 81 países.

“Em sua maioria, os usuários destes esteróides não os tomaram durante a adolescência nem foram motivados pela competência atlética ou o desempenho esportivo”, assinala o artigo.

Estes esteróides, que são usados sem fins médicos, são derivados do hormônio masculino testosterona, nos quais se diminuem quimicamente os efeitos androgênicos e virilizantes e se aumenta a ação anabólica.

Já que esses dois efeitos fundamentais dos esteróides anabolizantes androgênicos não foram isolados completamente, o efeito virilizante é mais evidente na mulher com o uso prolongado do produto.

Embora alguns atletas recorram a tais esteróides para aumentar seu rendimento na competência esportiva, o estudo assinala que a “melhoria da imagem física” motiva a maioria de usuários que deseja aumentar sua massa muscular, sua força e sua suposta atratividade.

“Outros fatores significativos, embora não tão importantes, incluem o aumento da confiança, a redução de gordura, a melhora do ânimo e a atração sexual”, acrescenta a pesquisa.

“As motivações mais importantes foram o aumento da massa muscular, a força e o realce da aparência física”, segundo o estudo.

A grande maioria dos usuários entrevistados declarou que nem o fisioculturismo nem o esporte profissional estavam entre as razões pelas quais usavam os esteróides.

Ao contrário das pessoas que abusam dos narcóticos ou outras drogas ilícitas, os usuários de esteróides anabolizantes, em sua maioria “seguem regimes cuidadosamente planejados junto com uma dieta saudável, outros compostos e exercícios”, segundo o artigo.
Fonte: UOL Ciência e Saúde – OBID