Compilação ´Álcool e Mulheres´

O uso de álcool por mulheres é tema de importante repercussão na literatura científica. Isso ocorre devido ao fato de esse tema ser fonte de muita polêmica e de alarde constante. Estudos epidemiológicos sugerem haver novas tendências no padrão de uso de álcool entre as mulheres, com possível aumento de uso entre as mulheres de países da América Latina e nos EUA. É sabido também que a intensidade dos efeitos dessa substância no organismo das mulheres é mais exacerbada em comparação aos homens. Isso ocorre em especial devido a menor quantidade de água presente no organismo das mulheres, o que faz com que o álcool seja distribuído e metabolizado mais rapidamente, e devido também a menor presença entre as mulheres de enzimas hepáticas que metabolizam essa substância. Assim, o impacto causado pelas bebidas alcoólicas no organismo das mulheres é maior do que no organismo masculino mediante a ingestão de quantidades iguais de álcool1 (NIAAA, 1999). Afora isso, o álcool também acarreta ação nociva sobre a gestação e expõe a mulher à prática de violência2 (Wilsnack, 2006). Vale salientar, entretanto, que a ingestão de doses moderadas de álcool por mulheres também está associado (à semelhança dos homens) com ação protetora sobre o sistema cardiovascular, diminuindo assim, o risco de mortalidade entre mulheres. Todos esses fatores somados reforçam a necessidade de se conhecer mais a fundo essa importante questão.

1) Epidemiologia do uso de álcool entre mulheres
1.1 – Epidemiologia na América Latina
1.1 A) Estudos populacionais no Brasil
Segundo dados do I Levantamento Domiciliar Sobre o Uso de Drogas Psicotrópicas no Brasil – 20013, 60,6% das mulheres já fizeram uso na vida de álcool, com destaque para aquelas na faixa etária entre 18-24 anos, com 68,2% de uso na vida. Segundo o mesmo estudo, 5,7% da população feminina do Brasil acusava diagnóstico de dependência de álcool. No ano de 2005, com a realização do II Levantamento Domiciliar no Brasil, os autores constataram que o uso na vida de álcool por mulheres foi de 68,3%, com destaque para as mulheres de 25-34 anos de idade, com 73,0% de menção a uso na vida. A dependência de álcool, por sua vez, foi constatada em 6,9% das mulheres entrevistadas4. Esses dados sugerem haver aumento no consumo de álcool entre as mulheres no Brasil.

1.1B) Levantamentos populacionais na cidade de São Paulo
Silveira e colegas5 investigaram o consumo de bebidas alcoólicas em uma amostra de 1.464 pessoas residentes dos bairros de Vila Madalena e Jardim América. Os autores observaram que o beber pesado (4 ou mais doses de álcool para mulheres) se mostrou um padrão de consumo comum nesta amostra, com 10.7% dos entrevistados fazendo menção ao uso pesado do álcool, sendo 7.2% mulheres. Além disto, as maiores taxas de beber pesado entre as mulheres foram observadas entre aquelas de 18 e 44 anos de idade e as que não eram casadas, ou seja, separadas, divorciadas, viúvas ou solteiras.

1.1C) Levantamentos populacionais na cidade de Botucatu-SP
Kerr-Corrêa e colegas6 entrevistaram 740 sujeitos (50,3% eram homens e 49,7% eram mulheres) em Botucatu-SP. Trata-se de uma cidade de 108.306 habitantes localizada no interior do Estado de São Paulo. Os autores investigaram os padrões de consumo de álcool e o dividiram em 8 categorais, com destaque para as seguintes: abstinente (ausência de consumo de álcool nos últimos 12 meses), uso leve e episódico (ingestão de ao menos 1 dose e não mais de 3 doses de álcool por ocasião durante no máximo 1 dia do último mês), uso moderado e periódico (uso de ao menos 3 e não mais de 4 doses de álcool por ocasião ao menos semanal) e uso problemático de álcool (uso de ao menos 5 doses de álcool por ocasião ao menos semanalmente nos últimos 12 meses associado com ao menos 1 complicação de natureza médica, legal, familiar ou no trabalho e ao menos 1 sintoma de dependência de álcool). Os autores constataram que 45,5% dos entrevistados eram abstinentes de álcool, ao passo que 18,1% fizeram uso leve e periódico; 6,9% relataram fazer uso moderado e periódico e 4,2% uso problemático de álcool. Em termos gerais, os padrões de consumo de álcool foram similares para ambos os sexos e tenderam para a moderação. Essa similaridade foi mais marcante quando a comparação com os homens teve como alvo as mulheres que necessitam sair de casa para trabalhar ou que se definiram como sendo desempregadas. Vale salientar, entretanto, que os homens apresentaram maior consumo em termos gerais de álcool e, em particular, entre os bebedores problemáticos dessa substância, houve predomínio de homens na faixa etária de 35-49 anos em comparação às mulheres. Entre os fatores de risco para o uso de álcool entre ambos os sexos houve o nível elevado de escolaridade e histórico familiar de problemas com álcool. Esses dados sugerem haver mudanças nos papéis sociais dos homens e das mulheres em prol de uma aproximação de ambos.

1.1D) Uso de álcool entre mulheres nos EUA2 De acordo com os dados epidemiológicos dos anos de 1981, 1991 e 2001 nos Estados Unidos (tendo como foco a prevalência de uso de bebidas no mês e no ano, a prevalência de uso pesado de álcool – 6 ou mais doses de álcool em um dia – e relatos subjetivos de embriaguez), observou-se que no período analisado de 20 anos o uso de apresentou alternâncias, com diminuição entre o período compreendido entre 1981-1991 e aumento entre 1991-2001. Observou-se também que à medida que as mulheres envelheceram, elas tenderam a diminuir/abandonar o consumo de álcool. Ademais, observou-se que o consumo pesado de álcool entre 1981-2001 diminuiu entre as mulheres. Entretanto, houve aumento no número de relato subjetivos de embriaguez. Essa aparente contradição possivelmente é fruto do aumento da consciência das mulheres em relação aos efeitos do álcool. Obervou-se, também que no período em questão tanto o consumo de álcool quanto seu uso pesado e os relatos de embriaguez tenderam a diminuir/cessar à medida que as mulheres envelheceram.
11E) Uso de álcool entre mulheres mexicanas7 Slone e colegas (2006) investigaram tanto o uso quanto o uso indevido de álcool em três cidades mexicanas, assim como também buscou-se compreender os aspectos sócio-demográficos e a ocorrência na vida de eventos estressantes associados ao uso de bebidas alcoólicas. A amostra investigada foi dividida em 3 grupos: abstinente (uso de menos de 12 doses de álcool na vida), bebedor sem problemas (12 ou mais doses na vida sem evidência de abuso ou dependência) e bebedor problemático (12 ou mais doses na vida com ao menos 1 sintoma de abuso e dependência segundo o DSM-IV). Do total de sujeitos inicialmente entrevistados, 902 foram classificados como abstinentes, 452 como bebedores sem problemas relacionados ao uso e 577 como bebedores problemáticos. Os autores constataram que os mexicanos entrevistados no estudo eram menos propensos a fazer uso de álcool na vida do que as amostras encontradas em países desenvolvidos (54% comparação com 67-84%). Constatou-se também que na referida amostra o uso de álcool foi mais prevalente entre os homens (77%) em comparação com as mulheres (34%). Ademais, notou-se que a menção a sintomas tanto de abuso quanto de dependência de álcool também foi mais freqüente em os homens. Os homens de maior poder aquisitivo e os homens casados relataram consumir mais álcool do que aqueles com menor poder aquisitivo e solteiros, respectivamente, ao passo que baixo poder aquisitivo esteve associado com abstinência. Constatou-se também que o uso indevido de álcool esteve associado com histórico de vivência de experiências traumáticas e estressantes na vida. Por fim, vale salientar que este estudo apresenta limitações na medida em que a escala utilizada (CIDI-Composite International Diagnostic Interview) não permitiu aos autores captar tanto a freqüência quanto a quantidade de álcool consumida pela amostra, assim como as particularidades do uso de álcool feito em ocasiões especiais no México.

2) Álcool, mulheres e saúde
2.1 – Uso leve-moderado de cerveja e funcionamento físico e psicomotor de mulheres8
Na América do Norte, em torno de 65-73% dos adultos fazem uso de álcool. Grande parte desse consumo é feito de maneira moderada e ocorre na noite anterior a um dia de trabalho. Compreender os efeitos residuais dessa prática é de grade importância na avaliação do impacto do uso de álcool no desempenho no trabalho, na produtividade e na segurança. Atentos a essa questão, Kruisselbrink e colegas (2006) executaram testes físicos (com medição da pressão sanguínea, corrida na esteira) e neuropsicológicos (medição da cognição e do tempo de reação) em uma amostra de 12 mulheres saudáveis com média de idade de 22 anos. As participantes consumiram 0, 2, 4 ou 6 garrafas de cerveja (5% GL) em um laboratório durante 4 sessões de teste. As primeiras 2 garrafas de cerveja foram ingeridas em um intervalo de 30 minutos ao passo que as doses adicionais de álcool foram administradas em intervalos de 40 minutos. Em seguida, avaliaram-se os efeitos subjetivos de ressaca mencionados pelas entrevistadas. Os autores constataram que os sintomas de ressaca foram dose-dependente (foram mais intensos à medida que aumentava o consumo de álcool). Observou-se que o uso de álcool na noite anterior não prejudicou o funcionamento fisiológico e físico das avaliadas, entretanto, houve piora dose-dependente no desempenho cognitivo de realização de tarefas. Concluiu-se que o uso moderado de álcool pode ter impacto negativo na cognição de mulheres dentro de um período razoável de tempo sem, entretanto, afetar o seu funcionamento físico e fisiológico.

2.2 – Uso de álcool durante a gravidez, Síndrome Fetal Alcoólica e transtornos psiquiátricos na prole em idade adulta9,10 Os transtornos relacionados à Síndrome Fetal Alcoólica incluem lesões físicas, cognitivas e de memória em crianças que nasceram de mães que faziam consumo de bebidas alcoólicas durante a gestação. A forma mais severa desse tipo de transtorno é a própria Síndrome Fetal Alcoólica (SFA), que é caracterizada por anomalias faciais distintas, déficit intelectual, problemas cognitivos e problemas comportamentais.
Apesar de apresentar inúmeras limitações intelectuais, a criança com SFA apresenta boa performance nos testes de linguagem, mas ainda assim apresenta dificuldades nos testes de aritmética e em seu desenvolvimento sócio-emocional. Portanto, as crianças com SFA apresentam algum tipo de retardo pré-natal ou pós-natal, que geram uma série de problemas cognitivos ou de comportamento.
Cientes dessas limitações, Burden e colegas (2005) investigaram os aspectos específicos na atenção mais afetados pela exposição leve ou pesada de álcool. Para isso, foi utilizada uma amostra de 337 crianças negras na faixa de 7,5 anos de idade, escolhidas por terem mães que fizeram consumo de bebidas alcoólicas durante a gestação. Notou-se que as crianças apresentaram mais impulsividade, déficit de memória e atenção. Os efeitos adversos do consumo de álcool foram exacerbados, principalmente em crianças com mães que faziam consumo pesado de álcool e apresentavam idade acima de 30 anos. O estudo concluiu que a memória e a atenção são fatores afetados pelo consumo de álcool durante a gestação.
Em outro estudo, Barr e colegas (2006) buscaram medir a associação entre transtornos psiquiátricos e exposição aos efeitos do álcool durante a gestação. Aproximadamente 500 recém-nascidos foram acompanhados em diferentes etapas de sua vida: ao nascer, aos 8 e 18 meses, aos 4, 7, 11, 14, 21 e 25 anos de idade. Essa amostra foi avaliada quanto à incidência de transtornos psiquiátricos e o uso de álcool pelas mães durante a gravidez. O uso de álcool pelas mães foi avaliado pela freqüência e quantidade e pela ocorrência de episódios de uso pesado de álcool (cinco ou mais doses de álcool por ocasião). Segundo os pesquisadores, 17,8% das mães relataram episódios de uso pesado de álcool durante a gravidez; 37,5% relataram abstinência ou uso em pequenas quantidades de maneira indefinida durante esse período; 37,5 % fizeram uso moderado de álcool (1 dose por dia para mulheres). Os autores constataram que as chances de manifestação de seis tipos de doenças psiquiátricas classificados pelo DSM-IV (destaque para transtornos de personalidade e transtornos relacionados ao uso de substâncias) foram mais do que duas vezes maior entre os jovens que foram expostos ao uso pesado de álcool durante a fase pré-natal. Esses dados sugerem que o uso de álcool durante a gestação é um importante fator de risco para a ocorrência de doenças psiquiátricas na prole em idade adulta.

2.3 – Quantidade e padrão de consumo de álcool, tipo de bebida e mortalidade11,12,13 Em outra pesquisa, Di Castelnuovo e colegas (2006) conduziram uma meta-análise com estudos prospectivos sobre o tema álcool (cerveja, vinho, destilados) e mortalidade entre homens e mulheres. Ao todo 34 estudos foram levantados, contando com amostras totalizando 1.015.835 sujeitos e descrevendo 56 curvas de ingestão de álcool e mortalidade. Desse total, 28 curvas foram traçadas em europeus, 17 em americanos e 11 em outras populações. Os autores observaram haver com doses mais baixas de álcool uma diminuição no risco de mortalidade (tanto para homens quanto para mulheres) e com doses mais elevadas aumentando desse risco. Vale salientar que a perda dessa “proteção” do uso moderado de álcool ocorre entre as mulheres a partir de doses mais baixas do que para homens e que as mulheres também são expostas mais do que homens a maior risco de mortalidade com a ingestão de doses mais elevadas de álcool. Os autores também especulam que a maior vulnerabilidade das mulheres ao álcool seja fruto da ocorrência de cânceres assim como de mecanismos fisiológicos diferenciados para homens e mulheres de metabolização das bebidas. Tolstrup e colegas (2006) acompanharam por 5,7 anos uma amostra de 28.448 mulheres e 25.052 homens que não haviam manifestado doença cardiovascular até o início do estudo. Durante esse período, buscou avaliar a incidência de doença coronariana, os hábitos alimentares, prática de exercícios, tabagismo e uso de álcool.
O consumo de álcool foi dividido nas seguintes categorias: abstêmios, uso de álcool menos de 1 vez por mês, 1-3 vezes por mês, 1 vez por semana, 2-4 vezes por semana, 5-6 vezes por semana e diariamente. Durante o período de vigência do estudo, 749 mulheres e 1283 homens desenvolveram doença coronariana. Constatou-se que a freqüência de álcool ingerido esteve associada de maneira inversa com a manifestação de doença coronariana tanto em homens quanto em mulheres. Entre as mulheres, a ingestão de álcool na freqüência “ao menos 1 dia por semana” esteve associada com menor risco de manifestação dessa doença em comparação às mulheres que fizeram uso menos freqüente. Esses achados podem ser explicados por diversos motivos: ação do álcool sobre o HDL (colesterol bom), redução na agregação plaquetária e ação estimulante do álcool sobre os níveis do hormônio feminino estrógeno (hormônio que apresenta ação protetora do coração). Os autores concluíram que para as mulheres, a quantidade de álcool ingerido foi mais importante do que a freqüência como fator determinante da associação inversa entre a ingestão de álcool e doença coronariana.

Os estudos prospectivos (estudos que acompanham a amostra ao longo do tempo) em geral apontam para um risco reduzido de doença coronariana em indivíduos que fazem uso moderado de álcool (até 1 dose de álcool por dia para mulheres) quando comparados aos abstêmios. Os resultados obtidos nesses estudos também indicam que o padrão de consumo é importante nessa relação, de tal forma que o uso freqüente e regular de álcool é mais benéfico do que o uso de álcool no padrão “binge” (4 ou mais doses de álcool por ocasião para mulheres). Contudo, as diferenças da associação entre o uso de álcool, doença coronariana e sexo permanecem desconhecidas.
De uma forma mais ampla, há diversas pesquisas relacionando o padrão de consumo de álcool com alterações no risco de mortalidade entre homens e mulheres. É sabido, por exemplo, que os bebedores moderados apresentam menores taxas de risco de mortalidade quando comparados com os abstêmios que, por sua vez, apresentam menor risco de morte que os bebedores pesados. Há, contudo, críticas a esse modelo. Especialistas afirmam que dentre os abstêmios há uma categoria de ex-bebedores que abandonou o consumo de álcool por motivos de saúde, causando confusão nessa classificação. Dois outros aspectos também pertinentes a esse universo e que permanecem incertos na literatura é a relação entre consumo de álcool/dias da semana e risco de morte e tipo de bebida ingerida/risco de morte. Assim, um grupo de pesquisadores australianos acompanhou por aproximadamente 10,5 anos uma amostra de 36.984 pessoas residentes em Melbourne/Austrália a fim de avaliar o padrão de consumo de álcool, tipo de bebida consumida e risco de morte. A amostra foi dividida em “abstêmios” (menos de 12 doses em 1 ano), “ex-bebedores” (aqueles que no início do estudo não faziam uso de álcool, mas que não se encaixavam entre os “abstêmios”), “bebedores ocasionais”, 0,6-19 gramas de álcool/dia, 20-39 g / dia, 40-59 g / dia e > 60 g / dia. Uma dose de álcool tem de 8 a 13 gramas. Agrupou-se também o número de dias da semana em que houve consumo de álcool nas seguintes categorias: 1-3 dias, 4-6 dias e 7 dias. Avaliou-se também o estilo de vida dos entrevistados (tabagismo, atividade física, alimentação, nível de renda e dados sociodemográficos). Os autores constataram que os bebedores leves apresentaram menor risco de morte do que os abstêmios; somente nos níveis altos de consumo houve evidência de aumento na mortalidade. A dose de álcool protetora encontrada foi de 42-45 gramas de álcool/dia para mulheres. Observou-se também que os consumidores de vinho teriam um menor risco de morte ao passo que esse risco era maior para os homens que consumiam cerveja, relação que não foi observada entre as mulheres. Para o consumo de destilados não houve associação significativa. Os resultados indicaram também que as mulheres apresentaram menor risco de morte (por todas as causas) com quatro dias de consumo por semana. Por fim, os autores assinalaram uma limitação apresentada pela pesquisa (e por todas as pesquisas sobre álcool) referente à imprecisão no auto-relato de consumo dessa substância, o que tende a atenuar as associações.

Referências

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2 – Wilsnack, R.W., Kristjanson, A.F., Wilsnack, S.C. e Crosby, R.D. Are U.S. Women Drinking Less (or More)? Historical and Aging Trends, 1981-2001. Journal ofStudies on Alcohol,67: 341-348, 2006

3 – Carlini, E. A; Galduróz, J.C.F; Noto, A.R; Nappo, S.A. Levantamento Domiciliar sobre o Uso de Drogas Psicotrópicas no Brasil: estudo envolvendo as 107 maiores cidades do país – 2001 – Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (CEBRID) – Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) – 2001

4 – Carlini, E. A; Galduróz, J.C.F; Noto, A.R; Fonseca, A. Martins; Carlini, C.M; de Oliveira, L.G; Nappo, S.A; de Moura, Y.G; Sanchez, Z.V.D.M. II Levantamento Domiciliar sobre o Uso de Drogas Psicotrópicas no Brasil: estudo envolvendo as 108 maiores cidades do país – 2005 – Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (CEBRID) – Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) – 2005

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9 – Burden, M.J.; Jacobson, S.W.; Sokol, R.J.; Jacobson, J.L. Effects of Prenatal Alcohol Exposure on Attention and Working Memory at 7.5 Years of Age. Alcoholism: Clinical And Experimental Research Vol. 29, No. 3 March 2005

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Fonte:CISA – Centro de Informações Sobre Saúde e Álcool