Prevalência do uso de álcool durante a gestação


O uso de álcool durante a gestação aumenta o risco, para a mãe, de mortalidade, maior utilização de cigarro e drogas ilícitas e incidência de diferentes patologias como doença coronariana, hipertensão arterial, neoplasia de mama, distúrbios neurológicos e depressão. Para a criança em desenvolvimento os riscos são malformações, aborto espontâneo, baixo peso ao nascer, prematuridade, asfixia e mortalidade perinatal, além de diversos problemas físicos e mentais decorrentes da Síndrome do Alcoolismo Fetal.

O artigo publicado pela Revista de Saúde Pública buscou avaliar a prevalência de uso de álcool entre gestantes atendidas na rede pública de saúde do Rio de Janeiro.

A população de estudo foi composta por 537 gestantes selecionadas aleatoriamente em maternidades públicas entre março e outubro de 2000. A coleta de dados deu-se por meio de entrevistas, questionários e análise das condições socioeconômicas e demográficas.

Segundo os dados coletados a idade média das participantes foi de 23,6 anos, 43% não possuíam trabalho remunerado, 77% eram casadas ou com companheiro fixo e 56,7% viviam sob condições de moradia precárias. Os resultados explicitaram, também, que cerca de 40% das gestantes usaram algum tipo de bebida alcoólica durante a gestação e 10,1% fizeram uso até o nascimento dos filhos. Evidenciou-se que as bebidas mais consumidas foram: cerveja por 83,9%; vinho por 9,7%; e 6,5% consumiram whisky, cachaça, licor, batida.

Os autores concluíram que perguntar diretamente sobre o uso de álcool se configurou como a estratégia menos eficaz para a identificação do problema, definindo que o rastreamento durante as consultas de pré-natais feitas com instrumentos válidos, rápidos e de fácil aplicação é a melhor estratégia a ser implementada.

Os autores explicitam que a constância e freqüência do atendimento faz com que se estabeleça uma relação de contigüidade entre os profissionais de saúde e as gestantes, facilitando a identificação de hábitos de vida prejudiciais à saúde, como o uso inadequado álcool. E enfatizam que a abordagem da problemática pelo profissional de saúde promove reflexões e atitudes de maior autocontrole e autocuidado de suma importância para a redução do consumo de paciente em estágios iniciais estimulando a diminuição ou o cessamento do consumo de álcool nesse período.

Texto resumido pelo OBID a partir do original publicado pela Revista de Saúde Pública , São Paulo, 41(5): 76-80, 2007. ISSN 0034-8910. Editado pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo.

Título Original: Rastreamento de uso de álcool por gestantes de serviços públicos de saúde do Rio de Janeiro.

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OBID Fonte: MORAES, C. L.; REICHENHEIM, M. E.