Riscos da automedicação

Começa no dia 20/10, em São Paulo, o 15º Congresso Paulista de Farmacêuticos, O objetivo do encontro – que será realizado paralelamente ao 7º Seminário Internacional de Farmacêuticos.

Como o tema oficial do congresso deste ano é “Responsabilidade e conhecimento promovendo a saúde”, um dos mais importantes assuntos a serem debatidos no congresso, que termina no dia 24/10, é a mistura de remédios com álcool, drogas, outros medicamentos e até mesmo alimentos, que pode ser extremamente perigosa – principalmente num país como o nosso, onde a automedicação é prática corrente em lares de todas as classes sócioculturais.

Dados do Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas – Sinitox, da Fiocruz, indicam que em 2005 foram 21.926 ocorrências notificadas de intoxicação por medicamentos, das quais 5.842 em crianças menores de 5 anos. “Grande parte desses casos deve-se à automedicação e, principalmente, à interação medicamentosa”, informam os organizadores do evento.

Segundo o Conselho Regional de Farmácia de São Paulo – CRF-SP, a associação de medicamentos com álcool, drogas, alimentos, solventes e poluentes pode aumentar ou diminuir a eficácia terapêutica do medicamento, assim como acentuar ou atenuar os efeitos indesejáveis. Em alguns casos, provoca as intoxicações e pode levar o paciente a danos irreversíveis.

A ingestão de alimentos, por exemplo, pode afetar a absorção gastrintestinal de muitos medicamentos, prejudicando sua ação terapêutica. Além disso, algumas substâncias presentes na comida podem interagir com determinados fármacos, gerando reações indesejadas. O álcool, por sua vez, pode influenciar no metabolismo de alguns medicamentos, potencializando, anulando ou diminuindo seus efeitos.
OBID Fonte: ESTADO DE MINAS-MG (com alterações)