Autoridades se esforçam por legislação mais rígida com bebidas alcoólicas nas estradas

Na intenção de diminuir o número de mortes no trânsito, que atualmente faz uma média de sete vítimas fatais por dia no estado do Rio de Janeiro, o governador Sérgio Cabral Filho – PMDB, disse no dia 19/10, que encaminhará à Assembléia Legislativa, no dia 22/10, uma mensagem para proibir a venda de bebidas alcoólicas nas estradas estaduais. O anúncio foi feito durante um ato ecumênico do Detran-RJ aos pés do Cristo Redentor, do qual participou também o ministro das Cidades, Márcio Fortes, que perdeu um filho num acidente de trânsito.

“No Brasil, morrem por dia 100 pessoas. Para muitos, isso é apenas uma estatística. Mas, para mim, uma dessas vítimas tem nome e sobrenome. Temos que levar à população a preocupação que temos com essa carnificina. É necessário punir mais, ter mais policiamento nas noites de sexta e sábado e fazer cumprir a legislação. Mas todos têm responsabilidade: a família, o governo e o próprio indivíduo que pega o carro”, disse o ministro, que estava acompanhado de sua mulher, Elma.

Momentos depois do evento, o Detran-RJ lançou o projeto Sinalizando a Vida, com a instalação da primeira placa no Aterro do Flamengo, altura de Botafogo – Zona Sul, a poucos metros do local onde o filho dele morreu numa batida de carro, em 2004. Esta é apenas uma das 100 placas que serão instaladas em todo o estado — a metade delas ficará na capital. As placas são pretas e vermelhas e informam o número de mortos e feridos no local. Na unidade instalada no Aterro, pode-se ler que, em 2007, ali morreu 1 pessoa e 12 ficaram feridas.

O filho do ministro, Marcel Luís, tinha 22 anos quando bateu e capotou o carro voltando de um show da cantora Ivete Sangalo, em janeiro de 2004. Ele disse que preferiu não saber se o filho foi fechado por um carro, se dormiu no volante ou se bebeu. O ministro informou que será criada, com base no Ministério das Cidades, uma comissão interministerial para debater formas de diminuir os acidentes de trânsito no Brasil.

Para reduzir as mortes, o presidente do Detran-RJ, Antônio Francisco Neto, defende um endurecimento das penas para os que vitimam pessoas no trânsito. “Em vez de só entregar cestas básicas, acho que eles deveriam ser obrigados a trabalhar com bombeiros nos resgates de vítimas ou na recuperação dessas vítimas em hospitais. Só assim, eles teriam a verdadeira noção do que acontece”, afirma.
OBID Fonte: Correio Braziliense – DF